

Do ATUAL
MANAUS – O candidato a prefeito de Coari (a 362 quilômetros de Manaus), Adail Pinheiro (Republicanos), declarou ao TSE que não possui bens. Vice na chapa, Emanoel Pinheiro (União Brasil), de 30 anos, filho de Adail, declarou patrimônio de R$ 360 mil.
Em 2012, quando foi eleito prefeito do município, Adail Pinheiro declarou R$ 84 mil em bens. Naquele ano informou ter três automóveis: um Chevrolet Vectra verde, ano 2005, avaliado em R$ 28 mil; um Pegeout 206 prata ano 2006, avaliado em R$ 25 mil; e um Honda Civic EX prata, ano 2005, avaliado em R$ 31 mil.
Vice do pai na eleição 2024, Emanoel Pinheiro declarou ter uma lancha de madeira avaliada em R$ 150 mil. Ele também possui uma casa de alvenaria avaliada em R$ 210 mil.
A candidatura de Adail e Emanoel Pinheiro foi oficializada na segunda-feira (5). A convenção do partido em Coari foi suspensa devido a tumulto que causou corre-corre entre os presentes.
Adail foi prefeito do município entre 2001 e 2008. Antes da eleição de 2012, ele era considerado inelegível por diversas condenações judiciais e processos em que era réu. Adail foi eleito, mas teve o mandato cassado.
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Operação Vorax
Adail Pinheiro também foi alvo da Operação Vorax, que investigou uma rede de exploração sexual de crianças e adolescentes. No início de 2014, após reportagens do programa Fantástico, da TV Globo, o TJAM (Tribunal de Justiça do Amazonas) decretou a prisão do prefeito.
Adail cumpriu pena em regime fechado no Comando de Policiamento Especializado (CPE) e em 2016 foi transferido para o Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj), em Manaus, onde em dezembro de 2016 progrediu do regime fechado para o semiaberto.
Em dezembro de 2018, a 2º Vara Federal de Manaus condenou o político a 57 anos e 5 meses de prisão por fraudes. Adail Pinheiro teve a prisão preventiva decretada pelo juiz Marllon Souza no dia 4 de dezembro de 2018. No dia 9 daquele mês, o desembargador Kássio Marques, do TRF1 (Tribunal Regional Federal da 1ª Região), mandou soltar o ex-prefeito, mas impôs restrições.
Em março deste ano, o Tribunal Regional Eleitoral encerrou um dos processos contra Adail, mas não representa a devolução dos direitos políticos. Mesmo assim, o ex-prefeito disputará a eleição de 2024. O MPE (Ministério Público Eleitoral do Amazonas) apresentou à 8ª Zona Eleitoral de Coari ação de impugnação de registro de candidatura de Adail Pinheiro.
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O ATUAL entrou em contato com a assessoria de Adail Pinheiro e questionou sobre a falta de bens do candidato, mas não obteve resposta até a publicação desta matéria.
