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Dia a Dia

Dois réus por rebelião no Compaj são condenados e um absolvido

28 de setembro de 2022 Dia a Dia
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julgamento
Essa foi a quinta vez que Gelson Carnaúba, Marcos Paulo da Cruz e Francisco Álvaro Pereira foram julgados pela rebelião de 2002 (Foto: Raphael Alves/TJAM)
Do ATUAL

MANAUS – A 2ª Vara do Tribunal do Júri de Manaus julgou e condenou os réus Gelson Lima Carnaúba e Marcos Paulo da Cruz, acusados da morte de 12 presos e um agente penitenciário, no dia 25 de maio de 2002, em uma rebelião no Compaj (Complexo Penitenciário Anísio Jobim), na capital. Francisco Álvaro Pereira foi absolvido pelo Conselho de Sentença.

Leia também: Pela quinta vez, réus de rebelião no Compaj são julgados em Manaus

Gelson Lima Carnaúba foi condenado por nove homicídios qualificados com a pena ficando em 48 anos de prisão em regime fechado. Marcos Paulo da Cruz foi condenado por oito homicídios qualificados com a pena sendo dosada em 32 anos de prisão em regime fechado. Marcos responde ao processo em liberdade e assim continuará até o trânsito em julgado da sentença.

Ainda não foram informados quais argumentos da defesa levaram à absolvição de Francisco Pereira. De acordo com o TJAM, a sentença ainda não foi inserida no processo. O julgamento da ação penal começou na segunda-feira (26) pela manhã e foi encerrado às 5h30 desta quarta-feira.

Leia também:

Para promotora, único resultado esperado do julgamento de Carnaúba é a condenação

‘Sentenças anteriores devem ser confirmadas’, diz MP sobre réus de chacina do Compaj

A Sessão de Julgamento foi presidida pelo Juiz de direito Rosberg de Souza Crozara. O Ministério Público foi representado pelos promotores de justiça José Augusto Palheta Taveira e Lilian Nara Pinheiro de Almeida.

O réu Gelson Carnaúba teve em sua defesa o advogado Ércio Quaresma Firpe. O réu Francisco Álvaro Pereira foi defendido em plenário pelo advogado José Maurício Neville Junior. O defensor público Lucas Matos atuou na defesa de Marcos Paulo da Cruz.

Julgamentos anteriores

O primeiro julgamento aconteceu no dia 8 de abril de 2011, com Gelson Carnaúba sendo sentenciado a 120 anos de reclusão, Marcos Paulo da Cruz a 132 anos e Francisco Álvaro Pereira a 120 anos.

No primeiro julgamento, a defesa recorreu alegando, principalmente, a quebra da incomunicabilidade dos jurados e a sentença foi anulada em segunda instância. A Justiça determinou um novo julgamento.

Leia mais: Secretaria de Segurança conta mais de 50 mortos dentro de presídio de Manaus após rebelião

Depois disso, o júri foi pautado mais quatro vezes, sendo esta última, a quinta. Entre as justificativas para os adiamentos estão a apresentação de requerimentos para novas diligências feitas pelas partes.

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Assuntos Compaj, destaque, Tribunal do Júri de Manaus
Redação 28 de setembro de 2022
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