
Por Teófilo Benarrós de Mesquita, da Redação
MANAUS – A aprovação da concessão da Medalha de Ouro Cidade de Manaus ao ex-secretário de Limpeza Pública Sabá Reis gerou bate-boca entre os vereadores Amom Mandel (Cidadania) e Lissandro Breval (Avante) na sessão desta quarta-feira (13) da CMM (Câmara Municipal de Manaus).
Amom disse reconhecer os méritos do homenageado, mas considerou o período da concessão da medalha inadequado, por ser ano eleitoral. Sabá Reis se desligou do cargo de secretário municipal de Limpeza Pública no início de abril, para atender o prazo de desincompatibilização exigido pela legislação eleitoral para quem pretende ser candidato em 2022.
“Quero adiantar meu voto favorável à medalha que está sendo concedida, mas quero deixar um protesto, quanto ao que está sendo feito. De fato, ele tem uma história como homem público e merece o reconhecimento. Mas eu não acho que a concessão de uma medalha é adequada no contexto político que vivemos. É um artifício político-eleitoral para beneficiar o candidato”, disse Amom.
Em seguida os vereadores da base do prefeito discursaram em favor da homenagem. Autor da proposta, Breval cobrou de Amom “coerência e seriedade nas palavras”. “Não houve em momento algum a relação eleitoreira citada pelo colega. Eleitoreiro é você assinar a homenagem e depois fazer esse tipo de discurso.”
Após a aprovação do parecer favorável, Amom voltou a se pronunciar. Ele recorreu ao direito de respostas constitucional por ter sido “ofendido”. Mas antes mesmo que começasse a falar, elevou o tom de voz e dirigiu-se a Breval: “Vereador, respeite meu pronunciamento. Quem tem que se sentir ofendido sou eu”.
“Mais cedo o vereador Lissandro Breval disse que é preciso ter coerência e seriedade nas palavras quando se referiu a mim. Tome muito cuidado e lave sua boca antes de se referir a minha pessoa”, disse Amom.
Mesmo com o microfone desligado, Breval reagiu. Amom respondeu: “Sem tumulto, vereador. Sem tumulto. Não interrompa”. “Seriedade é expressar seu pensamento político de forma livre”, completou.
Breval preferiu não retrucar e o projeto de decreto legislativo foi aprovado e promulgado.
A proposta teve a assintura de outros oito vereadores, além de Lissandro Breval.
