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Roseane Mota

Só quem tem autocompaixão pode ter compaixão pelos outros

2 de outubro de 2024 Roseane Mota
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MANAUS – Você se sente bem e à vontade ao afirmar “eu me amo” e, realmente, sente esse amor por si mesmo?

Estudos da psicóloga Shaona Shapiro, professora da Santa Clara University, nos EUA, mostram que o sentimento mais comum entre as pessoas é o de não se sentirem suficientes ou de não se acharem boas o bastante. Um sentimento que, quando aparece, está envolto em vergonha.

A vergonha impede o crescimento e o aprendizado, pois fecha os circuitos neuronais responsáveis por essas funções. Aceitar quem é você é a única forma de transformar para melhor sua realidade.

Ao enraizar nossa atenção na autocompaixão, inundamos o organismo de dopamina, a substância responsável pelo aprendizado. É por isso que a transformação verdadeira requer autocompaixão.

Na prática, é mais ou menos assim: se eu me considero uma pessoa impaciente, o melhor caminho para nutrir um eu mais paciente é me aceitar com essa parte de mim impaciente.

Autocompaixão não é autopiedade, não é autoindulgência. É também diferente de autoestima, que funciona bem quando o vento está a favor, mas pode nos deixar mais fracos quando estamos enfrentando dificuldades. É fácil ter autoestima quando a pessoa está sendo promovida, mas é complicado se ela for demitida.

Lucia Barros, especialista em ciência da felicidade e criadora do método Reprogramação Geral da Presença (RGP), afirma que a autocompaixão oferece vantagem em relação à autoestima, pois ela não depende de nada externo.

“A autocompaixão nos oferece uma ilha de calma que nos protege no mar turbulento do autojulgamento constante. Perguntar se sou tão bom quanto os demais ou se sou bom o suficiente nos desestabiliza. Você tem valor simplesmente por ser, simplesmente por existir. Independentemente de qualquer conquista ou de suas perdas, seu valor é intrínseco”, ensina.

A pergunta da autocompaixão, conforme Lucia Barros, é: “o que o amor faria?”

O amor, explica ela, é o oposto do medo, que é a nossa maior causa de ansiedade e paralisia. “O amor tem fé, crê que vai dar certo e enxerga potencial. E se a gente não vê e não enxerga potencial, como vai chegar lá?”

Sentimentos informam nossos pensamentos, que, por sua vez, informam nosso comportamento e nossas sensações. Na prática, ter autocompaixão nos leva a fazer uma curadoria mais cuidadosa no nosso dia a dia. Que pensamentos e sentimentos estamos nutrindo?

Para Lucia Barros, autocompaixão envolve dois aspectos. O primeiro é a aceitação, que abre as portas para a clareza e o discernimento. Quando me aceito, posso me enxergar como sou, sem medo, porque não tenho dúvida do meu valor. Ao me aceitar como sou, a autocompaixão também me permite enxergar meu potencial, como posso vir a ser. Isso alimenta a confiança e é altamente motivador.

É também um dos maiores antídotos contra a ansiedade e a depressão, pois na depressão não existe motivação.

O segundo aspecto fundamental do ensinamento de Lucia Barros é o reconhecimento da nossa humanidade compartilhada. Autocompaixão é reconhecer que viver é desafiador para todos nós e, a partir daí, refletir sobre como responder às circunstâncias de maneira mais inteligente.

Na mesma linha de Lucia Barros, a psicóloga Kristin Neff, pioneira nos estudos sobre autocompaixão, propõe três componentes fundamentais da autocompaixão: autobondade, humanidade compartilhada e mindfulness.

Neff enfatiza que a autobondade envolve tratar a si mesmo com compreensão, carinho e apoio, especialmente em momentos de falha ou sofrimento, em vez de se criticar. Muitas vezes, quando cometemos erros, nossa tendência é sermos severos conosco. No entanto, a autocompaixão oferece uma alternativa para tratar nossas falhas com gentileza, facilitando o aprendizado e o crescimento.

O segundo pilar de Neff, a humanidade compartilhada, destaca que o sofrimento e a falha são parte da experiência humana. Ao entender que todos passam por desafios e falhas, tornamo-nos menos isolados em nossa dor. Essa visão conecta-se profundamente com o que Lucia Barros menciona sobre o sentimento de pertencimento e aceitação da própria vulnerabilidade.

O terceiro pilar, mindfulness, é a capacidade de observar nossos pensamentos e emoções sem nos identificarmos completamente com eles. Em vez de sermos absorvidos pela autocrítica ou vergonha, conseguimos criar um espaço mental onde reconhecemos nossas emoções com equilíbrio. Neff explica que a atenção plena nos ajuda a não ignorar a dor, mas também a não nos afogarmos nela. Esse equilíbrio é essencial para a autocompaixão genuína, pois permite que enxerguemos nossas falhas de maneira construtiva.

A autocompaixão é um processo que envolve a prática consciente e a mudança de perspectiva em relação a si mesmo. Enquanto a autoestima pode flutuar com base em fatores externos, como Shapiro e Barros indicam, a autocompaixão é um alicerce interno que promove crescimento e conexão genuína consigo mesmo e com os outros.


Roseane Mota é jornalista, formada pela Universidade Federal do Amazonas (Ufam) e aluna do programa mentorado Bússola Executiva. É servidora pública do quadro efetivo do Estado e coordenadora de Comunicação na Unidade Gestora de Projetos Especiais - UGPE, do Governo do Amazonas.

Os artigos publicados neste espaço são de responsabilidade do autor e nem sempre refletem a linha editorial do AMAZONAS ATUAL.

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Assuntos compaixão
Cleber Oliveira 2 de outubro de 2024
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