
MANAUS – O que significa ser otimista para você? Otimismo não pode ser confundido com um estado de negação da realidade ou uma visão ingênua da vida. O verdadeiro otimista não é aquele que ignora os desafios, mas os encara com confiança e preparo.
A palavra otimismo vem do latim optimum, que significa “o melhor”. E é exatamente essa mentalidade que caracteriza o otimismo ativo: a crença de que podemos influenciar positivamente nosso futuro por meio de ações concretas no presente.
Segundo o psicólogo Martin Seligman, um dos principais nomes da Psicologia Positiva, o otimismo é um fator-chave para a resiliência e a superação. Pessoas otimistas não apenas esperam pelo melhor, mas se preparam para enfrentar os desafios que surgem no caminho.
O Otimismo Ativo envolve duas dimensões temporais: a esperança no futuro, ou seja acreditar que as coisas podem dar certo e que há possibilidades de bons resultados; e a confiança no presente, quando se tem a certeza de que se pode contar consigo mesmo para fazer o melhor diante da situação, independentemente dos obstáculos.
Enquanto a esperança nos impulsiona adiante, a confiança nos dá controle sobre nossas ações no presente. Isso significa que, em vez de esperar passivamente que tudo melhore, quem pratica o otimismo ativo assume um papel protagonista e busca soluções.
No otimismo ativo, reconhecemos que obstáculos são parte da vida e nos preparamos para enfrentá-los da melhor maneira possível. Essa abordagem fortalece a resiliência e a capacidade de adaptação diante de dificuldades.
Pessoas que adotam essa mentalidade costumam acreditar no próprio potencial de sucesso e se preparar para ele, mantêm uma atitude positiva mesmo diante de dificuldades, encaram desafios como oportunidades de crescimento, praticam o autocuidado e buscam hábitos saudáveis. A preparação reduz a incerteza e aumenta a sensação de controle, o que ajuda a minimizar o impacto emocional das adversidades.
Os benefícios do otimismo ativo vão muito além do emocional – eles também se refletem na saúde física. Estudos mostram que pessoas otimistas têm menor risco de desenvolver doenças crônicas, apresentam menos casos de hipertensão, e tendem a se exercitar mais, cuidar melhor do corpo e manter uma alimentação equilibrada.
Também são mais propensas a adotar hábitos saudáveis, como manter check-ups em dia. Essa mentalidade influencia diretamente na forma como enfrentamos desafios. Por exemplo, diante de um diagnóstico médico difícil, uma pessoa pessimista pode interpretá-lo como uma sentença de morte e desistir de lutar, enquanto uma pessoa otimista busca formas de tratamento e adota rotinas mais saudáveis.
Esse efeito é conhecido como profecia autorrealizável. Se acreditamos que não há saída, agimos de forma a confirmar esse pensamento. Por outro lado, se acreditamos que há solução e fazemos o possível para alcançá-la, aumentamos nossas chances de sucesso.
O otimismo ativo não significa apenas contar com bons resultados. Ele exige ação e responsabilidade. Se queremos viver uma velhice saudável, não basta acreditar nisso, é preciso adotar hábitos saudáveis e fazer check-ups regularmente.
Se buscamos estabilidade financeira, é necessário trabalhar, planejar e construir reservas. Essa mentalidade envolve a noção de que, ainda que o milagre aconteça, nós somos parte desse milagre.
Lúcia Barros, criadora do método de Reprogramação Geral da Presença (RGP) e especialista em Ciência da Felicidade, ensina que otimismo é uma emoção produtiva para o corpo. “Ele fortalece a resiliência, porque todas as células do nosso corpo trabalham juntas em harmonia quando estamos mentalmente equilibrados.
“Quando controlamos nossa mente e nossas emoções, ajudamos nosso corpo a se manter saudável. Por outro lado, um estado constante de pessimismo pode afetar negativamente nosso sistema imunológico e nosso bem-estar geral”, afirma.
Além disso, ressalta, o otimismo ativo nos ensina que os desafios fazem parte da experiência humana compartilhada. Precisamos estar preparados para seguir adiante, mesmo diante do medo e da dor, pois são sentimentos inevitáveis na jornada da vida.
Em síntese, esperar o melhor sem agir é ilusão. Mas acreditar e se preparar é a chave para fazer o melhor acontecer.
E você, como pode aplicar o otimismo ativo no seu dia a dia?
Roseane Mota é jornalista, formada pela Universidade Federal do Amazonas (Ufam) e aluna do programa mentorado Bússola Executiva. É servidora pública do quadro efetivo do Estado e coordenadora de Comunicação na Unidade Gestora de Projetos Especiais - UGPE, do Governo do Amazonas.
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