
Do ATUAL
MANAUS — O juiz Fábio César Olintho de Souza, da 1ª Vara do Tribunal do Júri de Manaus, decidiu levar a júri popular o réu Mayc Vinícius Teixeira Parede acusado de matar Elizeu da Paz de Souza com um tiro na cabeça, em novembro de 2024, na capital amazonense. Na decisão proferida nesta quinta-feira (7), o juiz também manteve a prisão preventiva do acusado.
Segundo a denúncia do Ministério Público, o crime ocorreu na madrugada do dia 5 de novembro de 2024 no Conjunto Santos Dumont, zona centro-oeste de Manaus. Elizeu foi baleado dentro de um carro, foi socorrido, mas morreu no hospital.
De acordo com as investigações, Mayc e Elizeu eram amigos próximos e se tratavam como “irmãos”. Conforme o inquérito policial, a vítima confiava tanto no acusado que costumava entregar a própria arma de fogo a ele quando consumia bebidas alcoólicas.
A decisão de pronúncia, quando a Justiça entende que há indícios suficientes para que o réu seja julgado pelo Tribunal do Júri, foi baseada em depoimentos colhidos durante a instrução do processo. O motorista do carro por aplicativo relatou que ouviu um disparo e viu a vítima sangrando, enquanto o passageiro que estava no banco traseiro fugia rapidamente do veículo.
Imagens de câmeras de monitoramento também foram usadas no processo. Segundo os autos, familiares e amigos reconheceram Mayc ao lado de Elizeu em um posto de combustíveis pouco antes do crime.
O magistrado manteve a qualificadora de homicídio cometido mediante recurso que dificultou a defesa da vítima. Conforme a acusação, o disparo foi efetuado de forma inesperada, pelas costas, sem possibilidade de reação.
Ao negar o pedido de liberdade da defesa, o juiz citou que o acusado responde a outro processo por homicídio e estava submetido a medidas cautelares quando o crime ocorreu.
Mayc e Elizeu são réus no processo sobre o assassinato do engenheiro Flávio Rodrigues dos Santos, ocorrido em setembro de 2019. A defesa de Mayc Vinícius ainda pode recorrer da decisão.
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