
Do ATUAL
MANAUS – O prefeito de Manaus, David Almeida (Avante) fez pronunciamento na manhã desta quinta-feira (27) para se posicionar sobre um relatório vazado no fim de semana passado. No documento, o prefeito é acusado de ter feito acordo com o tráfico de drogas em 2020 durante a campanha eleitoral em que saiu vencedor.
“É fácil se defender quando a acusação é mentirosa”, disse o prefeito que reproduziu duas vezes áudio atribuído a ele. “Não é minha voz”. O secretário municipal de Segurança Pública, Sérgio Fontes, disse que o áudio será periciado.
David Almeida disse que foram encontradas mais de 30 inconsistências e que o documento é uma fraude, vazado às vésperas da eleição, e que vai tomar providências para identificar e responsabilizar criminalmente quem produziu e compartilhou. O prefeito classificou o documento como “dossiê”, pois emite juízo de valor.
“Pessoas se utilizam de algo nesse sentido para denegrir, difamar e obter dividendos políticos sobre algo que não tem consistência alguma”, acusou. O prefeito afirmou que o documento não é um relatório, e sim um dossiê.
O prefeito disse que o documento foi expedido em 4 de novembro de 2020 e encaminhado pela Seai (Secretaria Executiva-Adjunta de Inteligência) da SSP-AM (Secretaria de Segurança Pública do Amazonas) ao Minstério Público em 8 de julho de 2021.
“Poucos dias depois que esse relatório foi entregue ao Ministério Público, houve a operação Garimpo Urbano. O secretário [Samir Freire] e mais alguns servidores foram presos e afastados do serviço público”, lembrou David Almeida.
De acordo com David Almeida seu nome e o do vice-prefeito Marcos Rotta (Republicanos) é citado na página 2 e 62 de um “documento que não diz nada e leva a lugar nenhum. Só “encheção de linguiça”, para constranger autoridades. Uma conversa de criminosos, um dossiê feito por criminosos e de forma criminosa vazado”.
David Almeida prometeu processar mais de 700 pessoas que compartilharam o documento em redes sociais. “Vou processar políticos, site, blogs e meios de comunicação que se utilizam disso aqui. Isso aqui não tem base alguma”, afirmou. “Tem gente que se aproveita, fazendo gracinha política”.
“Cometeu o crime quem fez o dossiê, quem divulgou o dossiê, quem comenteu e ofendeu o prefeito; teremos mais de 700 pessoas que serão processadas”.
O vereador Amom Mandel (Cidadania) postou o documento em seu perfil de Twitter “cobrando providências”. E convocou por requerimento o vice-prefeito Marcos Rotta e o secretário municipal de Infraestrutura, Renato Frota Magalhães, a prestar esclarecimentos na Câmara Municipal de Manaus. O prefeito, que não pode ser convocado, foi convidado.
“Não tenho o poder para investigar e agir contra facções criminosas, mas podem ter certeza que no que diz respeito à Prefeitura, vou até as últimas consequências para apurar o possível envolvimento do Prefeito e da administração apontado pela imprensa nacional”, tuítou Amom.
(Colaboraram Iolanda Ventura e Murilo Rodrigues)
