

Do ATUAL
MANAUS – O Partido Liberal do Amazonas (PL-AM) rejeitou o pedido do ex-vice-governador José Henrique Oliveira para concorrer à segunda vaga de suplente do Senado pela legenda, conforme registrado na ata da convenção.
Henrique Oliveira apresentou requerimento e uma notificação extrajudicial à mesa diretora da convenção, pedindo a inclusão de seu nome na chapa e a submissão da candidatura à votação dos convencionais. O pedido chegou às 20h54 do dia 4 de agosto — mais de duas semanas após o prazo estatutário para registro de pré-candidaturas, que havia se encerrado em 19 de julho, 48 horas depois da publicação do edital de convocação no jornal A Crítica.
Conforme a legenda, diante da extemporaneidade, a comissão organizadora negou o pleito. A ata também aponta outros dois entraves formais: Oliveira não teria realizado propaganda intrapartidária, exigida pela Resolução 23.610/2019 do TSE, e não possuía certidão de quitação eleitoral válida até a data da convenção.
Com a decisão, o PL-AM manteve a chapa já aprovada para o Senado: Capitão Alberto Neto como titular, com Alessandro Toniza como 1º suplente e Mário Bastos dos Santos como 2º suplente — a vaga que Henrique Oliveira tentava disputar.
Jornalista e radialista, Henrique Oliveira construiu carreira política em Manaus desde os anos 2000: foi vereador da capital, deputado federal entre 2011 e 2014 e, depois, vice-governador do Amazonas na chapa de José Melo (Pros), eleito em 2014. A dupla teve os diplomas cassados pelo TSE em 2017 por compra de votos.
Desde então, passou por diversas legendas, incluindo o Podemos, partido pelo qual chegou a ser pré-candidato ao Governo do Amazonas em 2022. Também já foi candidato à Prefeitura de Manaus. Mais recentemente, foi alvo de investigação da Polícia Federal por suspeita de esquema de “caixa 2” na campanha de 2022.
