
Por Thiago Gonçalves, do ATUAL
MANAUS – O governador Roberto Cidade (União Brasil), que concorre à reeleição ao Governo do Amazonas nas Eleições de 2026, declarou ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) patrimônio de R$ 4.285.400,80. Ele é o segundo mais rico entre os candidatos ao cargo que já entregaram suas declarações à Justiça Eleitoral. Até o momento, não constam no site Divulgação de Candidaturas e Contas Eleitorais as declarações de Cabo Daciolo (Mobiliza) e de Isael Munduruku (Rede/Psol).
Entre os bens declarados por Roberto Cidade estão dois terrenos avaliados em R$ 1.350.480,00 e R$ 1.220.000,00, dois apartamentos que somam R$ 942.809,90, R$ 150 mil em dinheiro em espécie e R$ 158.337,86 em aplicação de renda fixa no Bradesco. O candidato também declarou R$ 100 mil acumulados em VGBL, além de valores em conta poupança, um plano de previdência privada e um terreno menor de R$ 25 mil.
A candidata mais rica na disputa é a empresária Maria do Carmo Seffair (PL), com patrimônio de R$ 118.473.769,48 declarado ao TSE, o maior valor entre os concorrentes ao Governo do Amazonas. A maior parte do montante está registrada como crédito com pessoa jurídica, de R$ 92.004.111,43, cerca de 77% do total. A declaração reúne ainda participações societárias (entre elas R$ 7,6 milhões e R$ 7.001.400), um imóvel de R$ 5.444.036,00, aplicações financeiras de R$ 1 milhão e dois fundos de previdência privada que somam R$ 4,1 milhões.
O senador Omar Aziz (PSD) declarou patrimônio de R$ 2.070.608,00, sendo R$ 993.654,23 em aplicações de renda fixa, R$ 86.694,54 e R$ 125,84 em outras aplicações financeiras e dois lotes de terra avaliados em R$ 320 mil e R$ 670.133,39.
O ex-prefeito de Manaus David Almeida (Avante) declarou patrimônio de R$ 1.432.848,40. A lista inclui uma casa no Morro da Liberdade de R$ 290 mil, um apartamento de R$ 510 mil, um terreno de R$ 350 mil, um veículo de R$ 180 mil, R$ 22.848,40 em aplicações de renda fixa e R$ 80 mil em dinheiro em espécie.
Já o professor Gilberto Vasconcelos da Silva, de 59 anos, candidato do PSTU, declarou não ter bens, pela terceira vez, repetindo o que já havia informado em 2004 e em 2024. Nas outras seis vezes em que concorreu, ele declarou algum patrimônio: R$ 53,5 mil em 2006 (um Corsa e uma casa), R$ 25 mil em 2008 (um imóvel), R$ 30 mil em 2010 (uma casa de alvenaria em comunhão com a esposa), R$ 60 mil em 2012 (casa e Corsa), R$ 90 mil em 2014 (um imóvel de dois quartos e um automóvel, quando concorreu a vice) e uma casa de alvenaria de R$ 250 mil em 2020, ano em que disputou a Prefeitura de Manaus. Na campanha de 2024, movimentou R$ 63.803,92 e recebeu 1.064 votos, 0,10% dos votos válidos.
A assessoria de Gilberto Vasconcelos afirma que o candidato vive apenas do salário de professor da rede municipal de Manaus, categoria que reclama de reajustes que só cobrem a inflação, e que por isso não possui bens além da própria remuneração, usada no sustento da família.
Os contracheques de maio de 2026 mostram que Gilberto Vasconcelos recebe por dois vínculos como professor efetivo na Escola Municipal Antonina Borges de Sá, ambos como estatutário: um com remuneração líquida de R$ 3.638,95 e outro de R$ 4.127,60, somando R$ 7.766,55 no mês, sem desconto de Imposto de Renda em nenhum dos dois.
