
Do ATUAL
MANAUS – A Polícia Militar do Amazonas está fazendo rondas na Ufam (Universidade Federal do Amazonas) para coibir os assaltos constantes a ônibus que circulam no campus em Manaus, no bairro Coroado, zona leste.
Ao ATUAL, o reitor da Ufam, Sylvio Puga, informou nesta segunda-feira (28) que solicitou apoio ao comandante-geral da Polícia Militar, Marcus Vinícius Almeida, em ofício no último dia 16 de novembro.
“Solicitamos a implantação de 01 (um) posto da Polícia Militar em frente ao Campus desta Universidade Federal do Amazonas – UFAM, tendo em vista a crescente insegurança e o aumento do número de assaltos que ocorrem não somente nos arredores, como também no interior deste Campus, prejudicando, assim, as atividades da comunidade acadêmica, dos docentes e dos técnicos-administrativos desta Universidade”, diz o reitor no documento.
Em entrevista à rádio CBN Manaus, na sexta-feira (25), Marcus Almeida afirmou que por ser uma área federal, cabe à Polícia Federal a segurança da Universidade.
“Aquela área da Ufam é uma responsabilidade federal, a Polícia Militar não pode atuar lá dentro. É isso que eu lhe falo, a cobrança sempre recai sobre a Polícia Militar, mas ali a responsabilidade é da Polícia Federal. Então quem tem que ser cobrado naquela região é a Polícia Federal que tem que botar o policiamento lá dentro”, afirmou.
De acordo com o comandante-geral da PM, já houve tentativa de atuar no campus. “No passado, a Polícia Militar tentou fazer o policiamento lá dentro e a própria Ufam fez uma representação junto ao Ministério Público Federal e o MPF trabalhou para que a Polícia Militar não atuasse lá dentro”, falou.
Ao ATUAL, Sylvio Puga declarou que não é autor desse pedido. “Essa representação não foi de minha lavra. Não sei informar quem fez”, disse.
O reitor acrescentou que não há registros de assaltos nos prédios do campus, somente nos ônibus. “Não existe assalto na Ufam, existe assalto em ônibus”. Segundo Puga, somente no início deste ano houve furto de fios de cobre e a pessoa foi presa. “Dizer que a gente está só olhando, não”, rebateu sobre as críticas de que a Ufam não está adotando medidas contra os roubos.
