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Política

Mendes rebate Ministério Público sobre PEC dos gastos públicos

10 de outubro de 2016 Política
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O ministro Gilmar Mendes determinou revisão de gastos ao identificar erros (Foto: TSE/Divulgação)
O ministro lembrou que a proposta será votada em dois turnos na Câmara dos Deputados para depois seguir para outros dois turnos no Senado Federal.(Foto: TSE/Divulgação)

BRASÍLIA – O ministro Gilmar Mendes, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), rebateu nesta segunda-feira, 10,  a avaliação do Ministério Público Federal sobre a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que limita os gastos públicos do país pelos próximos 20 anos. Na sexta-feira ,7, a Procuradoria-Geral da República (PGR) considerou a PEC inconstitucional em uma nota técnica enviada ao Congresso Nacional.

No documento, a Secretaria de Relações Institucionais da PGR sugeriu que a proposta fosse arquivada por entender que a PEC transformaria o Executivo em um “super órgão” e “ofende” a independência e autonomia dos poderes Legislativo, Judiciário, do Ministério Público e demais instituições do Sistema de Justiça.

“Eu confesso que nem consigo entender o alcance dessa proposta [do MPF]. Significa que o Ministério Público deve poder gastar ou que a União deve fazer dívida para sustentar o Ministério Público? É essa a questão que se coloca? Eu confesso que essa colocação do Ministério Público foge ao meu alcance, talvez seja muito elevada para a minha concepção e para a minha inteligência”, disse Mendes ao ser questionado sobre o tema por jornalistas.

Procuradores da República

“Significa que a União está obrigada a se endividar para pagar os ricos procuradores da República? É disso que estamos falando? Ou mais ainda: significa que uma dada área não pode sofrer cortes e os outros podem sofrer cortes?”, completou o ministro. Gilmar Mendes disse, ainda, que na Justiça Eleitoral está sendo feito um parecer que expressa opinião contrária aos argumentos do MPF.

“Há um outro argumento: de que o legislador do futuro estaria vinculado a esta PEC. O legislador do futuro poderá modificar a PEC se entender adequado desde que haja condições. Eu não sei nem qualificar o absurdo dessa proposta. É um absurdo completo essa divagação do Ministério Público”, disse o ministro.

Mendes esteve presente na manhã de hoje ao 1º Seminário Acadêmico – As Organizações Sociais e a Gestão de Serviços Públicos, realizado em Brasília, e falou ao final da abertura com os jornalistas. O ministro também foi questionado a respeito de uma ação que tramita no STF sobre a PEC. Também na sexta-feira, deputados do PT e do PCdoB protocolaram no STF uma ação para suspensão imediata da tramitação da proposta. O mandado de segurança é de relatoria do ministro do STF Roberto Barroso.

Eventuais restrições a gastos

“Eu não vejo possibilidade de se suspender uma deliberação que ainda é uma deliberação somente da Câmara em razão de eventuais restrições a gastos. Até porque as restrições a gastos são normais em momento de constrangimento fiscal como esse que nós estamos vivendo” disse Mendes. O ministro lembrou que a proposta será votada em dois turnos na Câmara dos Deputados para depois seguir para outros dois turnos no Senado Federal.

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Assuntos Gilmar Mendes, MPF, PEC
administrador 10 de outubro de 2016
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