

Por Teófilo Benarrós de Mesquita, especial para o ATUAL
MANAUS – Empresária do setor privado da Educação, Maria do Carmo Seffair Lins de Albuquerque, 66 anos, perdeu pela terceira vez uma eleição em sua curta trajetória política, que inclui três disputas em 4 anos.
Candidata do PL (Partido Liberal) ao governo do estado, Maria da Carmo foi superada pelo senador Omar Aziz (PSD) na disputa de 2º turno, neste domingo (25). Omar alcançou 1.273.975 votos (61,42%), contra 800.328 votos (38,58%)
No primeiro turno, Maria do Carmo obteve 507.335 votos, equivalente a 24,49% do total. Ficou à frente de governado do Amazonas, Roberto Cidade (União Brasil) e do ex-prefeito de Manaus, David Almeida (Avante), e se habilitou a disputar o segundo turno. Em cada eleição, a empresária esteve filiada a partidos diferentes.
Derrotas seguidas
Antes da derrota deste domingo, Maria do Carmo perdeu em 2022 como primeira suplente do candidato derrotado ao Senado Federal Arthur Virgílio Neto (à época filiado ao PSDB) e em 2024, quando foi candidata a vice-prefeita de Alberto Neto (PL).
Na primeira vez que disputou eleição, em 2022 e filiada ao PSDB (Partido da Social Democracia Brasileira), Maria do Carmo compôs a chapa do candidato a senador Arthur Neto, na condição de primeira suplente.
Arthur ficou em terceiro lugar, com 179.886 votos (9,50%). Omar Aziz (PSD) foi eleito senador, com pequena margem de vantagem sobre Coronel Menezes (PL) – 784.007 votos, contra 737.875.
A segunda derrota ocorreu dois anos depois, nas eleições municipais de 2024. Filiada ao Novo, foi candidata a vice-prefeita de Alberto Neto. Os dois disputaram e perderam o segundo turno para David Almeida (Avante).
De acordo com informações prestadas pela Justiça Eleitoral, Maria do Carmo doou R$ 150 mil para a candidatura, 15 vezes mais que Alberto Neto (que doou R$ 10 mil). Foi o maior valor doado por pessoa física.
Na eleição deste ano, até este domingo (25), Maria do Carmo declarou receita de R$ 4,98 milhões. Deste valor, R$ 480 mil foi doação de recursos próprios. O restante (R$ 4,5 milhões), foi doado pelo pela direção nacional do PL (Partido Liberal).
