O Amazonas Atual utiliza cookies e tecnologias semelhantes, como explicado em nossa Política de Privacidade, para recomendar conteúdo e publicidade. Ao navegar por nosso conteúdo, o usuário aceita tais condições.
Confirmo
AMAZONAS ATUAL
Aa
  • Inicial
  • Política
  • Economia
  • Dia a Dia
  • Esporte
  • Polícia
  • Expressão
  • TV Atual
  • Lezera Pura
  • Serviços
  • Variedades
  • Saúde
  • Negócios
  • Tecnologia
  • Colunistas
    • Augusto Barreto Rocha
    • Cleber Oliveira
    • Fatima Guedes
    • José Ricardo
    • Márcia Oliveira
    • Sandoval Alves Rocha
    • Sérgio Augusto Costa
    • Tiago Paiva
    • Valmir Lima
  • Quem Somos
Aa
AMAZONAS ATUAL
  • Inicial
  • Política
  • Economia
  • Dia a Dia
  • Esporte
  • Polícia
  • Expressão
  • TV Atual
  • Lezera Pura
  • Serviços
  • Variedades
  • Saúde
  • Negócios
  • Tecnologia
  • Colunistas
  • Quem Somos
Pesquisar
  • Inicial
  • Política
  • Economia
  • Dia a Dia
  • Esporte
  • Polícia
  • Expressão
  • TV Atual
  • Lezera Pura
  • Serviços
  • Variedades
  • Saúde
  • Negócios
  • Tecnologia
  • Colunistas
    • Augusto Barreto Rocha
    • Cleber Oliveira
    • Fatima Guedes
    • José Ricardo
    • Márcia Oliveira
    • Sandoval Alves Rocha
    • Sérgio Augusto Costa
    • Tiago Paiva
    • Valmir Lima
  • Quem Somos
Siga-nos
  • Inicial
  • Política
  • Economia
  • Dia a Dia
  • Esporte
  • Polícia
  • Expressão
  • TV Atual
  • Lezera Pura
  • Serviços
  • Variedades
  • Saúde
  • Negócios
  • Tecnologia
  • Colunistas
  • Quem Somos
© 2022 Amazonas Atual
Política

Maioria, pretos e pardos ficam em segundo plano na divisão de verbas nos partidos

27 de setembro de 2020 Política
Compartilhar
Em cada 100 pessoas pretas ou pardas, 10 eram analfabetas, diz IBGE (Foto: Divulgação)
Nos partidos, pretos e pardos são relegados a segundo plano (Foto: Divulgação)
Por Ranier Bragon e Guilherme Garcia, da Folhapress

BRASÍLIA – A confirmação da obrigatoriedade de distribuição equânime de verbas e espaço de propaganda a candidatos negros e brancos pode representar uma importante mudança na estrutura das campanhas no Brasil.

Dados das últimas eleições municipais compilados pelo DeltaFolha mostram que, apesar de serem maioria na população (56%), pretos e pardos foram relegados a segundo plano da distribuição das vagas e das verbas de campanha em 2016, salvo algumas exceções.

Isso se traduziu, abertas as urnas, em um desempenho pior do que o de brancos, proporcionalmente.

Na principal disputa, a de prefeituras, pretos e pardos tiveram apenas 29% das vagas e 24% do dinheiro público distribuído pelos partidos aos candidatos – que foi a verba do fundo partidário. O fundo eleitoral só foi criado no ano seguinte, em 2017.

Em relação aos candidatos a vereador, as vagas foram proporcionalmente mais bem divididas, mas o dinheiro continuou, na maior parte, nas mãos dos brancos, que tiveram, em média, 10% a mais do que candidatos pardos e 58% a mais do que pretos.

Assim como no recenseamento da população feito pelo IBGE, desde 2014 os candidatos devem declarar a cor ou raça com base em cinco identificações: preta, parda, branca, amarela ou indígena.

O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) havia decidido que a partir das eleições de 2022 toda a verba pública das campanhas e o espaço na propaganda eleitoral deveriam ser distribuídos, pelos partidos, proporcionalmente aos candidatos brancos e negros que fossem lançar.

Em resposta a uma ação do PSOL, porém, o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Ricardo Lewandowski concedeu liminar (decisão provisória) antecipando a medida já para as eleições de prefeitos e vereadores de novembro deste ano. O plenário do STF deve decidir o tema de forma definitiva nos próximos dias, com tendência de confirmação da liminar de Lewandowski.

A medida abriu uma divergência dentro das próprias siglas. Enquanto os núcleos afros a apoiam e pedem regras até mais rígidas para evitar frades e burla, os dirigentes partidários, majoritariamente brancos, afirmam que a implantação da decisão em novembro é inexequível.

Os dados das últimas eleições municipais mostram que, mesmo que a decisão seja confirmada, persiste o risco de boa parte dos candidatos negros continuarem discriminados.

Isso pode ocorrer caso os partidos repitam a tendência de concentrar o dinheiro nas mãos de poucos candidatos negros, já que a cota definida é de volume de recursos, não de número de candidatos, e não há, por enquanto, regra que obrigue a uma distribuição equânime da cota dos negros entre todos os candidatos dessa cor.

Há quatro anos, por exemplo, os dez candidatos a prefeito autodeclarados pretos que mais recursos públicos receberam dos seus partidos concentraram 74% de toda a verba destinada aos 120 candidatos a prefeito autodeclarados pretos em todo o país. O campeão foi João Paulo (PT), no Recife, com R$ 2 milhões. Ele não foi eleito.

Uma possível burla pode ocorrer devido à autodeclaração. Conforme a Folha mostrou, ao menos 21 mil candidatos de todo o país que disputarão as eleições deste ano mudaram a declaração de cor e raça que deram em 2016, conforme registros disponibilizados até a quinta-feira (24) pela Justiça Eleitoral.

A maior parte das mudanças – 36% do total – foi da cor branca para parda. O movimento contrário vem na sequência, com 30% das alterações de pardo para branco.

Apesar da possibilidade de fraude, especialistas falam também no impacto do aumento de pessoas que se reconhecem como pretas e pardas após ações de combate ao racismo.

Até o final da tarde de sexta, os pedidos de registro de candidatura apresentados à Justiça Eleitoral (426 mil) apontavam a possibilidade de pela primeira vez pretos e pardos autodeclarados superarem os brancos como candidatos. Havia 48,5% de brancos, 38,9% de pardos e 10,2% de pretos (total de 49,1% de negros). Em 2016 os brancos foram 51,5% dos candidatos contra 47,8% dos negros.

Também havia indicação de que o número de mulheres teve uma leve alta e pode ser proporcionalmente recorde, pelo menos em relação às três últimas eleições. Havia 33,1%. Em 2014, 2016 e 2018 esse percentual não passou de 31,9%.

Há uma cota de pelo menos 30% para candidaturas de mulheres desde os anos 1990. Em 2018, os tribunais superiores decidiram que o dinheiro público das campanhas para as mulheres também devia seguir essa proporcionalidade.

Como revelaram reportagens da Folha, partidos lançaram candidaturas de laranjas com o intuito de simular o cumprimento da norma, desviando o dinheiro que deveria ser destinado a elas para outros candidatos – o que ocorreu, em especial, no PSL, partido pelo qual foi eleito o presidente Jair Bolsonaro.

Estudos e análises apontam a relação entre o dinheiro investido na campanha e o sucesso eleitoral de cada candidato. Alguns se debruçaram especificamente sobre as candidaturas negras e a tentativa de explicação da baixa presença em postos de comando.

Diante da melhor performance de candidatos brancos em relação a candidatos negros, eles apontam que, embora não seja a causa única, o menor acesso aos recursos de campanha é um fator de desequilíbrio.

No estudo “O que afasta pretos e pardos da representação política?”, que analisou as eleições legislativas de 2014, os professores Luiz Augusto Campos e Carlos Machado apontam uma série de fatores, entre eles a tendência de partidos maiores e mais competitivos recrutarem menos negros.

Afirmam também que mesmo quando é excluída a diferenciação por origem de classe, “candidatos não brancos permanecem tendo um menor acesso a financiamentos mais volumosos”.

Em outro estudo focado no financiamento empresarial de 2014, Wagner Pralon Mancuso, Rodrigo Rossi Horochovski e Neilor Fermino Camargo afirmam: “Nas eleições de 2014 para a Câmara dos Deputados, as doações empresariais diretas (proibidas a partir de 2015) privilegiaram candidatos com o perfil predominante na política brasileira: homens brancos já integrados à elite política nacional, com elevado grau de instrução e pertencentes a organizações partidárias mais estruturadas”.

Também pesquisadora do tema, Anne Alencar Monteiro escreveu no artigo “Os grupos raciais nas eleições de 2014: desafio à representação na democracia” que “o racismo acaba sendo institucionalizado pelo sistema político brasileiro, o qual não garante uma disputa igualitária entre candidatos”.

Trata-se de uma referência ao privilégio dado a brancos em detrimento de negros pelo financiamento empresarial das campanhas, discrepância que não se encerrou com a proibição desse modelo em 2015.

Notícias relacionadas

Governo veta gratuidade e descontos na passagem do transporte público

Com emendas, vereadores ‘abocanham’ orçamentos em 2.613 cidades

Procurador-geral da República afirma que combate a deepfakes nas eleições será imediato

Nunes Marques rejeita pedido de deputado e advogado para barrar filme sobre Bolsonaro

Produtora de filme sobre Bolsonaro diz que usou R$ 75 milhões de fundo ligado a Eduardo

Assuntos brasileiros pretos, eleições municipais, fundo partidário
Cleber Oliveira 27 de setembro de 2020
Compartilhe
Facebook Twitter Pinterest Whatsapp Whatsapp LinkedIn Telegram Email Copy Link Print
Deixe um comentário

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Leia também

Política

Saiba como ocorre o financiamento legal de campanhas para as eleições

8 de junho de 2026
Política

Saiba a diferença entre os fundos Partidário e Eleitoral, ambos mantidos com recursos públicos

19 de maio de 2026
Plenário da Câmara: deputados aprovaram redução de pena de prisão para criminosos (Foto: Kayo Magalhães/Agência Câmara)
Política

Brancos dominam candidaturas majoritárias e recursos do fundo eleitoral

20 de abril de 2026
Os parlamentares são: El Fazendeiro e Manoel Valter, eleitos em 2024 (Foto: Internet/Reprodução)
Política

TRE cassa mandatos de vereadores do PL no AM por fraude na cota de gênero

14 de abril de 2026

@ Amazonas Atual

  • Inicial
  • Política
  • Economia
  • Dia a Dia
  • Esporte
  • Polícia
  • Expressão
  • TV Atual
  • Lezera Pura
  • Serviços
  • Variedades
  • Saúde
  • Negócios
  • Tecnologia
  • Colunistas
  • Quem Somos

Welcome Back!

Sign in to your account

Lost your password?