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Política

Deputado faz acordo e devolverá R$ 1,3 milhão pago a funcionários fantasmas

29 de abril de 2026 Política
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Deputado João Carlos Bacelar fez acordo para devolver dinheiro pago a funcionários fantasmas (Foto: Bruno Spada/Agência Câmara)
Deputado João Carlos Bacelar fez acordo para devolver dinheiro pago a funcionários fantasmas (Foto: Bruno Spada/Agência Câmara)
Por Raissa Toledo, do Estadão Conteúdo

BRASÍLIA – O deputado federal João Carlos Bacelar (PL-BA) firmou um acordo com a PGR (Procuradoria-Geral da República) (PGR) e vai devolver R$ 1,3 milhão aos cofres públicos em caso que apurava a contratação de funcionárias fantasmas.

A decisão foi homologada pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal) na última quinta-feira (23), após audiência em que os réus e suas defesas concordaram em aderir ao acordo de não persecução penal. O andamento da ação penal de peculato fica suspenso até que os termos do acordo sejam cumpridos.

Estão sujeitos aos termos do entendimento o parlamentar e uma das contratadas no caso, Norma Suely da Silva. Eles confessaram as práticas e se comprometeram a ressarcir integralmente os valores considerados irregulares (R$ 1.312.618,09) com pagamento em duas parcelas à União.

Também foram estabelecidas multas individuais, a serem pagas a entidades públicas ou de interesse social como prestação pecuniária, e a prestação de 280 horas em serviços comunitários.

A ação apurou o pagamento de salários com verba pública a duas secretárias parlamentares que não exerciam atividades no gabinete. De acordo com a acusação da PGR, uma das nomeadas atuava como empregada doméstica para o deputado e sua família. A outra, Norma Suely da Silva, integrava o quadro de sócios de empresas ligadas a João Carlos Bacelar.

A denúncia foi recebida pela Primeira Corte do STF em 2020. A PGR afirmou que a prática, “comumente referida como contratação de funcionário fantasma, configura grave mecanismo de corrupção política, afetando a credibilidade das instituições e a efetividade da governança”.

O ANPP é um instrumento que permite a resolução do caso sem condenação criminal. Desde que todas as condições impostas sejam cumpridas, o acordo substitui a possibilidade de punição penal ao final do processo pelas medidas de reparação e sanções alternativas, tais como multas e prestação de serviços à comunidade.

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Assuntos Câmara dos Deputados, funcionário fantasma, João Carlos Bacelar, STF
Cleber Oliveira 29 de abril de 2026
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