O Amazonas Atual utiliza cookies e tecnologias semelhantes, como explicado em nossa Política de Privacidade, para recomendar conteúdo e publicidade. Ao navegar por nosso conteúdo, o usuário aceita tais condições.
Confirmo
AMAZONAS ATUAL
Aa
  • Inicial
  • Política
  • Economia
  • Dia a Dia
  • Esporte
  • Polícia
  • Expressão
  • TV Atual
  • Lezera Pura
  • Serviços
  • Variedades
  • Saúde
  • Negócios
  • Tecnologia
  • Colunistas
    • Augusto Barreto Rocha
    • Cleber Oliveira
    • Fatima Guedes
    • José Ricardo
    • Márcia Oliveira
    • Sandoval Alves Rocha
    • Sérgio Augusto Costa
    • Tiago Paiva
    • Valmir Lima
  • Quem Somos
Aa
AMAZONAS ATUAL
  • Inicial
  • Política
  • Economia
  • Dia a Dia
  • Esporte
  • Polícia
  • Expressão
  • TV Atual
  • Lezera Pura
  • Serviços
  • Variedades
  • Saúde
  • Negócios
  • Tecnologia
  • Colunistas
  • Quem Somos
Pesquisar
  • Inicial
  • Política
  • Economia
  • Dia a Dia
  • Esporte
  • Polícia
  • Expressão
  • TV Atual
  • Lezera Pura
  • Serviços
  • Variedades
  • Saúde
  • Negócios
  • Tecnologia
  • Colunistas
    • Augusto Barreto Rocha
    • Cleber Oliveira
    • Fatima Guedes
    • José Ricardo
    • Márcia Oliveira
    • Sandoval Alves Rocha
    • Sérgio Augusto Costa
    • Tiago Paiva
    • Valmir Lima
  • Quem Somos
Siga-nos
  • Inicial
  • Política
  • Economia
  • Dia a Dia
  • Esporte
  • Polícia
  • Expressão
  • TV Atual
  • Lezera Pura
  • Serviços
  • Variedades
  • Saúde
  • Negócios
  • Tecnologia
  • Colunistas
  • Quem Somos
© 2022 Amazonas Atual
Cleber Oliveira

A convicção no PowerPoint

18 de setembro de 2016 Cleber Oliveira
Compartilhar


Tudo ia tão bem até aparecer a chance de dar show com o PowerPpoint. Os slides com gráficos detalhadamente desenhados expuseram ao país um novo, mas velhíssimo, sistema político: a propinocracia. Tudo indica que foi gestada lá pelos anos dourados do sindicalismo militante, época dos “mais de 300 picaretas do Congresso”. Alguém ainda lembra? A versão brasileira desse esquema de governo – e pelo que foi exposto só existe a versão brasileira, não é mesmo peronistas e chavistas? –, anunciada pelo procurador Deltan Dallagnol, tem um único e exclusivo comandante: o ex-presidente Lula que, pela tese de Dallagnol, utilizou o seu partido, o PT, para instalar no país também uma ‘PTcracia’ usando o dinheiro do contribuinte para comprar apoio partidário, como se esse fosse um nicho de mercado recém-descoberto. Todos os demais partidos e líderes políticos são um Olimpo de moralidade pública.

Com sua belíssima exposição midiática, e dicção perfeita de palestrante, Deltan Dallagnol conseguiu duas grandes façanhas: transformar o Direito em uma miríade de convicções e a Lava Jato em uma ação ideológica. Só faltaram os adesivos do PMDB, PSDB e DEM no cenário.

Não se trata, que fique claro, de atribuir ao jovem procurador uma manifestação partidária. A interpretação mais verossímil é que aproveitou uma oportunidade para tornar pública suas convicções pessoais sobre Lula e o PT. Ou seja, fez uso do recurso padrão de Lula: na falta de argumentos que contestem os fatos, apela-se ao discurso de palanque. Lula tem razão. Se conscientemente não se sente culpado, mas diante da lei é, então provem.

Pouco importa o que procuradores da república pensam de líderes políticos e tracem paralelos sobre suas ações políticas e desejos de poder, o que não pode é basear decisões jurídicas em suposições. Teses e hipóteses são apenas um ponto de partida para se chegar a verdade, que é a essência da Justiça. Fazer justiça é partir das evidências para reunir provas e comprovar fatos, não para fazer conjecturas sobre culpabilidade ou inocência. Na falta de provas, o instrumento jurídico para atestar a culpa é a confissão.

Com Lula como alvo da vez, abre-se um precedente perigoso que, aí sim, compromete o estado democrático de direito. Eu e você podemos ser os próximos. Isto é, não somos inocentes até que se prove o contrário, seremos culpados até que provemos que somos inocentes.

Ao politizar a operação Lava Jato, que é, inegavelmente, um marco na História do Brasil ao mandar para a cadeia figurões da elite ‘branca’, ‘alta’, ‘baixa’, ‘magra’, ‘gorda’, sem distinção de gênero ou cor da pele como nunca antes neste país, os procuradores a enfraqueceram. Abriram brechas que podem gerar pressão. Em vez de manter os pés no chão, preferiram as mãos abanando.

Mais do que supor que Lula era o general da tropa corrupta na propinocracia, os procuradores deram margem para outra interpretação: a de que escolheram um lado. Aderiram, portanto, ao ‘nós contra eles’, essa luta de classes imbecil entre cochinhas e mortadelas, tão popular quanto um Fla-Flu e tão útil ao fortalecimento da democracia brasileira quanto as manifestações de Nicolás Maduto contra o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff. Ou você está com ‘nós’ ou está com ‘eles’, os que pensam diferentes da opinião dominante. É proibido ser neutro. Na era lulopetista e agora, com o peemedebismo, tomar partido nunca foi tão conveniente.

É uma pena que os procuradores puseram suas convicções acima da função investigativa. O trabalho que lhes cabe não é dar lição de moral, mas proteger o bem público de criminosos. Lula pode até ter culpa no cartório, e minha convicção é que tem, mas só convicção não basta para ele ser culpado. Afinal, o ex-presidente é resultado da convicção do eleitor de que ele representava uma mudança de paradigma político no país e foi eleito duas vezes. Fez, inclusive, a sucessora, recentemente cassada. Negar esse fato Histórico é recorrer aos princípios morais de Chicó, o hilário personagem de ‘O Alto da Compadecida’, para atribuir a Lula – e não só a ele – o comando de uma facção criminosa. A Chicó, toda vez que se pedia provas da comprovação de seus feitos mirabolantes, ele retrucava: “as provas eu não sei, mas que foi assim, foi”. Dallagnol quer que acreditemos apenas em suas palavras e pronto.

Minha convicção é que Lula aderiu aos 300 picaretas, mas isso não obriga ninguém a concordar comigo. Nem significa que escolhi um lado. E se o líder carismático que o ex-presidente inegavelmente é for, de fato, culpado, que responda no banco dos réus perante o colegiado da lei, não com o nome no meio de uma bolinha em projeção de slide do PowerPoint em uma tela branca.


Cleber Oliveira é jornalista, graduado pela Faculdade de Comunicação e Turismo Hélio Alonso (RJ). Foi repórter e editor na Rádio Federal (RJ), jornal A Notícia (Manaus), Folha Popular (Manaus), e repórter, editor e editor-executivo da TV Cultura Amazonas (Funtec) e dos jornais Amazonas em Tempo e Diário do Amazonas, ambos em Manaus. Também foi articulista no Diário do Amazonas e atualmente é editor no site AMAZONAS ATUAL.

Os artigos publicados neste espaço são de responsabilidade do autor e nem sempre refletem a linha editorial do AMAZONAS ATUAL.

Notícias relacionadas

O que restará no final: vidas, mortos ou retórica?

A Escola Sem Partido, a nova Moral e Cívica e a espoliação da liberdade

A delinquência política, o novo Brasil e a sombra na caverna

Vida pública, status quo e o Brasil macunaímico

O ilegal é muito legal

Cleber Oliveira 18 de setembro de 2016
Compartilhe
Facebook Twitter Pinterest Whatsapp Whatsapp LinkedIn Telegram Email Copy Link Print
Deixe um comentário

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Leia também

operacao ssp-am
Política

Segurança e corrupção são os temas que mais preocupam os brasileiros

27 de julho de 2026
Baleia Rossi
Política

MDB não apoiará candidato a presidente e libera diretórios nos estados

27 de julho de 2026
Fabricação e venda de motocicletas registrou aumento em fevereiro de 2022 (Foto: Paulo Victor Lago/Abraciclo)
Economia

Financiamento do Move Brasil para motocicletas está em vigor

27 de julho de 2026
Dário Durigan
Política

Ministro da Fazenda chama Milei de ‘palhaço’ por ofensas ao presidente Lula

27 de julho de 2026

@ Amazonas Atual

  • Inicial
  • Política
  • Economia
  • Dia a Dia
  • Esporte
  • Polícia
  • Expressão
  • TV Atual
  • Lezera Pura
  • Serviços
  • Variedades
  • Saúde
  • Negócios
  • Tecnologia
  • Colunistas
  • Quem Somos

Welcome Back!

Sign in to your account

Lost your password?