
Da Redação
MANAUS – O senador Plínio Valério (PSDB-AM) reforçou grupo de parlamentares que apoiam o impeachment do presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), ministro Dias Toffoli, por “abuso de poder”. O pedido de impedimento foi feito pela deputada estadual de São Paulo Janaína Paschoal (PSL-SP) no último dia 30 de julho, mas está parado no Senado Federal.
Na manhã desta terça-feira, 13, parlamentares favoráveis ao impeachment de Toffoli se reuniram no gabinete do senador Lasier Martins (Podemos-RS) para traçar articulação política com objetivo de dar andamento ao pedido. Após a reunião, Plínio Valério divulgou fotografia com os parlamentares no Facebook e escreveu na legenda: “Impeachment Já!”
O pedido de impedimento do ministro é baseado na decisão dele de suspender todos os processos judiciais envolvendo dados compartilhados pelo Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) e a Receita Federal sem autorização prévia da Justiça. A medida atendeu pedido do senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ).
Na reunião nesta terça-feira, Janaína Paschoal afirmou que a decisão de Toffoli não beneficia apenas “o filho do presidente”, mas o próprio ministro. “(A decisão) foi para impossibilitar as apurações que vinham sendo feitas com relação às movimentações financeiras do próprio ministro”, afirmou a deputada estadual.
Além de Plínio Valério, defendem o pedido de afastamento de Toffoli os senadores Álvaro Dias (Podemos-PR), Lasier Martins (Podemos-RS), Alessandro Vieira (Cidadania-SE), Eduardo Girão (Pros-CE) Selma Arruda (PSL-MT) e Styvenson Valentim (Podemos-RN).
Procurado pela reportagem, Plínio Valério afirmou que “embora o pedido da deputada Janaína esteja juridicamente e tecnicamente respaldado”, ele ainda não está defendendo o impeachment. Ele disse que, no momento, defende que o pedido seja colocado em pauta para o Plenário decidir.
“Certamente serei um dos senadores a votar a favor. Defendo e quero o assunto em pauta. Quero o Senado votando e cumprindo com o papel que lhe reserva a Constituição. Quando substituo defender por votar, é porque embora vote a favor, preferiria discutir antes a Lava Toga e o limite do mandato de ministro”, afirmou Valério.

