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Política

Placar contra enquadrar religião como ‘abuso’ na eleição é de 2 a 1 no TSE

14 de agosto de 2020 Política
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Os evangélicos que se declaram pretos ou pardos são 59% (Foto: Rovena Rosa/Agencia Brasil)
Marcha para Jesus em São Paulo: TSE julga uso da religião nas eleições (Foto: Rovena Rosa/ABr)
Da Agência Brasil

BRASÍLIA – O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) suspendeu, nessa quinta-feira, 13, o julgamento que pode definir a possiblidade da aplicação da conduta de abuso de poder religioso nas eleições municipais deste ano. Até o momento, os ministros Alexandre de Moraes e Tarcísio de Carvalho Neto votaram contra a medida. Somente o relator, Edson Fachin, defendeu a tese para punição. O julgamento deve ser retomado na terça-feira (18).

O tribunal julga o caso em que o MPE (Ministério Público Eleitoral) pediu a cassação de uma vereadora do município de Luziânia (GO), eleita em 2016, por suposto abuso de poder religioso. De acordo com o processo, o pai da parlamentar é pastor da Assembleia de Deus e teria promovido um reunião com membros da igreja para pedir votos. Pelo episódio, a vereadora foi condenada pela Justiça Eleitoral, mas recorreu ao TSE. 

Até o momento, os três ministro que votaram, inclusive o relator, entenderam que as provas anexadas ao processo não são suficientes para cassação da vereadora, mas decidiram analisar a tese de abuso de poder religioso para aplicação em outros casos. Essa forma de abuso nas eleições não está prevista em lei. 

Segundo Fachin, é necessária impor limites às “atividades eclesiásticas” para proteger a liberdade do voto e a legitimidade do processo eleitoral. Alexandre de Moraes e Tarcísio de Carvalho Neto entenderam que não se pode impedir os religiosos de votarem em quem professa sua fé e limitar a atuação do seguimento religioso na política. Faltam os votos de quatro ministros.

O TSE é composto por sete ministros, sendo três do Supremo Tribunal Federal (STF), dois do Superior Tribunal de Justiça (STJ), e dois advogados com notório saber jurídico.

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Assuntos abuso de poder, eleições municipais, Religião
Cleber Oliveira 14 de agosto de 2020
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