
Da Redação
MANAUS – O ordenamento de mulheres como diaconisas será debatido no Sínodo da Amazônia, no Vaticano, que começou domingo, 6, a 27 de outubro. A Igreja Católica considera essa mudança sacerdotal um desafio do tamanho da Amazônia. É que em muitos lugares remotos da região há apenas homens leigos e freiras missionárias.
Elas não têm permissão para celebrar missas, dar extrema unção ou a absolvição. “Muitas vezes já aconteceu de ouvirmos confissões, mas não demos a absolvição. No fundo de nosso coração, dissemos que, com a humildade com que este homem ou esta mulher se aproximaram a nós por situações de doença, já próximos à morte, acreditamos que Deus Pai atue ali, nos momentos delicados”, diz Alba Teresa Cediel Castillo, da congregação Irmãs Missionárias de Maria Imaculada e de Santa Catarina de Sena, que vive em comunidades indígenas na Colômbia.
Situações extremas, como a de morte, exigem ações dos missionários na Amazônia que a Igreja busca resolver. A socióloga Márcia Maria de Oliveira, articulista do ATUAL e militante de causas indígenas e de defesa dos direitos das mulheres, é uma das 25 convidadas para o Sínodo.
Segundo ela, há esperança de que seja aprovada a ordenação de diaconisas. “Só precisa oficializar o que as mulheres já fazem”, diz. Conforme Márcia de Oliveira, o assunto reunirá freiras e cardeais no debate ‘A ministerialidade da Igreja na Amazônia: presbiterado, diaconato, ministérios, o papel da mulher’, na próxima semana.
