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MPF diz que mulher de Melo estava destruindo provas e intimidando testemunhas

4 de janeiro de 2018 @ zmanchete
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Jose Melo e Edilene Oliveira
O ex-governador José Melo e a ex-primeira-dama Edilene Oliveira estão presos na sede da Polícia Federal (Foto: Divulgação)

Por Valmir Lima, da Redação

MANAUS – De acordo com a decisão da juíza federal Jaiza Maria Pinto Fraxe, o MPF (Ministério Público Federal) argumentou no pedido de prisão da ex-primeira-dama Edilene Gomes de Oliveira que ela estava destruindo provas e intimidando testemunhas. Na noite de quarta-feira, 3, a juíza determinou a prisão preventiva do casal. Melo estava com prisão temporária decretada, mas o prazo venceu à meia noite de quarta-feira.

O casal Melo e Edilene são suspeitos no âmbito das investigações da Operação Maus Caminhos de prática de crimes de peculato, lavagem de dinheiro, fraude em licitação, corrupção e formação de organização criminosa. Eles estão presos na sede da Polícia Federal, mas a juíza determinou que sejam levados aos centros detenção provisória mantidos pelo Estado.

Na decisão, a juíza sustenta que há “fortes indícios de que ambos [Melo e Edilene] foram os líderes ativos de todas as infrações penais que geraram o rombo nos cofres da saúde do Estado do Amazonas, mediante a utilização de verbas federais em proveito próprio”.

Como elementos de provas, a juíza diz que parte do dinheiro desviado foi utilizado “para a reforma da mansão recém adquirida” pelo casal, “onde gastaram milhares e milhares de reais em dinheiro público federal destinado à manutenção do SUS”.

De acordo com informações levadas pelo Ministério Público no pedido de prisão preventiva do casal, foi encontrada entre os documentos apreendidos na empresa OPTE Consultoria Econômica Ltda., da qual Edilene Oliveira é sócia, “uma planilha intitulada ‘Grupo Salvare’ com diversos detalhes de contratos, valores pagos pelo poder público por cada serviço, entre outros. Consta ainda, como parte do ‘Grupo Salvere’, a organização social Instituto Novos Caminhos”.

Os fatos narrados, segundo o Ministério Público, “demonstram o conhecimento e relações entre os investigados [Melo e Edilene] e Mouhamad Moustafa, relações estas que ainda serão melhor esclarecidas com o desdobramento das investigações”.

Leia a decisão da juíza Jaiza Fraxe na íntegra:

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Assuntos Edilene Gomes de Oliveira, José Melo, Justiça Federal, Maus Caminhos, MPF, Operação Maus Caminhos, prisão
Valmir Lima 4 de janeiro de 2018
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