

Por Thiago Gonçalves, do ATUAL
MANAUS – O senador Omar Aziz (PSD), candidato ao Governo do Amazonas no segundo turno das eleições, lamentou neste domingo (25) os ataques sofridos durante a campanha eleitoral. Acompanhado dos três filhos e da candidata a vice, a deputada estadual Alessandra Campelo (MDB), ele votou às 9h50 na Escola Estadual Cônego Azevedo, no bairro Aparecida, na zona sul de Manaus.
O senador afirmou que conduziu uma campanha centrada nos problemas do estado e em propostas, sem atacar adversários. “Volto a repetir: não ataquei ninguém, não falei mal de ninguém. Falei sobre as nossas propostas. Infelizmente, eu e minha família fomos muito atacados, muito atacados”, declarou. “É uma atitude criminosa de algumas pessoas que machuca a mim, machuca meus filhos e minha família”, acrescentou.
Aziz contestou na Justiça Eleitoral associação dele à CPI da Exploração Sexual de crianças e seu envolvimento na Operação Maus Caminhos. No dia 18 de outubro a Justiça suspendeu uma propaganda intitulada “Atenção Pedofilia 2T”, da campanha de Maria do Carmo (PL), que disputa o segundo turno. O material relembrava a CPI da Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, de 2004, e afirmava que Omar teria deixado de ser indiciado por apenas um voto.
Ao analisar o pedido apresentado pelo candidato, a juíza considerou que a combinação de imagens, expressões e informações poderia ultrapassar os limites da crítica política e produzir uma associação ofensiva entre o senador e crimes de extrema gravidade.
A defesa de Omar argumentou que ele não foi indiciado, denunciado, processado ou condenado pelos fatos mencionados na propaganda. A decisão determinou a suspensão da veiculação do material questionado e não impedia críticas políticas sobre o episódio histórico.
Disparos anônimos
Outro caso contestado pelo senador envolveu montagens e vídeos enviados por WhatsApp em julho e agosto. Segundo a coligação Força Amazonas, dois envios foram identificados: um em 20 de julho e outro em 14 de agosto. As mensagens partiram de números com o código internacional +91, correspondente à Índia.
O primeiro conteúdo apresentava uma montagem intitulada “Omarzinho, o boneco dos maus caminhos”, que associava a imagem do senador a investigações e a referências ao INSS.
O segundo disparo continha um vídeo de 41 segundos, enviado com a mensagem “Você viu isso?”. A capa trazia a frase “A aliança da maus caminhos para o Governo do Amazonas” e imagens de Omar Aziz e do senador Plínio Valério.
A coligação do candidato alegou que os materiais associavam Omar a investigações e supostos crimes e apontou indícios de uso de inteligência artificial.
A Justiça Eleitoral determinou a suspensão dos disparos pelas linhas identificadas e o fornecimento de dados técnicos para auxiliar na identificação dos responsáveis.
