
Por Felipe Campinas, da Redação
MANAUS – A juíza Ana Paula Serizawa, da 4ª Vara Criminal da Justiça Federal do Amazonas, negou o pedido de liberdade provisória ao médico Mouhamad Moustafá e ao empresário Gilberto Aguiar, presos em dezembro de 2018 por suposta tentativa de embaraçar as investigações da Operação Cashback, a quarta fase da Operação Maus Caminhos. A magistrada alega que não há motivos que “ensejem a revogação da medida cautelar”.
No último dia 11 de setembro, o ATUAL publicou que a defesa havia feito o pedido da revogação da prisão sob argumento de que a prisão do médico e do empresário havia sido baseada em “suposições”. “São tudo suposições, tudo ilação, porque eles dizem que foi encontrada uma mensagem no celular do Gilberto e do Mouhamad, mas não foi o Mouhamad que mandou a mensagem”, afirmou a advogada Simone Guerra.
Mouhamad e Gilberto são acusados pelo MPF (Ministério Público Federal) de se encontrar “de forma velada” para compartilhar informações sobre a quarta fase da Operação Maus Caminhos. A denúncia é baseada em investigações da Polícia Federal que identificaram indícios de comunicação entre os réus.
Simone Guerra disse que o médico está “sofrendo constrangimento ilegal” porque a perícia realizada nos aparelhos apreendidos concluiu a mensagem não foi enviada por Mouhamad, mas repassada por outra pessoa. “Nunca Gilberto trocou conversa com o Mouhamad. (…) A mensagem não fala de operação, não fala de encontro com Gilberto, não existe nada disso”, afirmou a advogada.
Interrogatório
No último dia 10 de setembro, Ana Paula Serizawa ouviu testemunhas de acusação e defesa no processo que envolve a tentativa de embaraço às investigações da Operação Maus Caminhos. São réus nesse processo o médico Mouhamad Moustafá, o advogado Lino Chíxaro e os empresários Murad Aziz, Gilberto Aguiar, Jader Helker e Marco Antônio Barbosa.
A continuação as audiências das testemunhas e o interrogatório dos réus nesse processo acontecerá na próxima quinta-feira, 25.
