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Economia

Gilmar Mendes manda União compensar perdas de ICMS de 3 estados

23 de agosto de 2022 Economia
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Gilmar Mendes
Ministro do STF Gilmar Mendes ordenou compensação sobre perda de ICMS (Foto: Fellipe Sampaio/STF/Divulgação)
Da Agência STF

BRASÍLIA – O ministro Gilmar Mendes, do STF (Supremo Tribunal Federal), determinou que a União compense, a partir deste mês, as perdas de arrecadação do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadoria e Serviços) das dívidas públicas do Acre, de Minas Gerais e do Rio Grande do Norte.

A decisão ocorreu na concessão de tutela provisória nas Ações Cíveis Originárias (ACOs) 3594 (MG), 3595 (AC) e 3596 (RN).

Para o ministro, o deferimento da liminar se justifica na grande probabilidade de perda arrecadatória dos estados e pela certeza dos vencimentos das parcelas das dívidas contratuais administradas pela Secretaria do Tesouro Nacional.

A Lei Complementar 194/2022 limitou a alíquota do ICMS sobre combustíveis, gás natural, energia elétrica, comunicações e transporte coletivo.

Segundo o ministro, a União entende que a compensação das perdas decorrentes da limitação só teria início em 2023 e seria calculada sobre toda a queda de arrecadação comparativamente a 2021. No entanto, a lei, em seu artigo 3º, permite a compensação, independentemente de formalização de aditivo contratual, das perdas ocorridas em 2022, ou seja, diretamente decorrentes da alteração no imposto.

Para o relator, não é possível dar a esse dispositivo interpretação mais restritiva para que a compensação só ocorra em 2023, tendo em vista que a perda da arrecadação afeta o fluxo de caixa dos dos estados de forma imediata.

Mês a mês

Conforme a decisão, a compensação deve ser feita nas parcelas a vencer dos contratos a partir da entrada em vigor da LC 194/2022, em relação às perdas que excederem a 5%, calculadas mês a mês, com base no mesmo período do ano anterior e com correção monetária pelo IPCA-E. De acordo com o relator, deve ser considerada a queda de arrecadação de cada produto que sofreu a intervenção legislativa (combustíveis, gás natural, energia elétrica, comunicações e transporte coletivo).

A União também não poderá cobrar encargos moratórios decorrentes da compensação nem inscrever os estados em cadastros de inadimplência.

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Assuntos Gilmar Mendes, ICMS, ICMS dos Combustíveis
Cleber Oliveira 23 de agosto de 2022
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