
Do ATUAL
MANAUS — Pesquisa Ipen (Instituto de Pesquisa do Norte) realizada entre os dias 17 e 22 deste mês em 11 cidades do Amazonas aponta que 70,7% apoiam o fim da jornada de trabalho 6×1. Outros 19,7% são contra e 9,6% não sabe ou não respondeu.
A pesquisa foi encomendada pelo G6, grupo formado pelos veículos de jornalismo AMAZONAS ATUAL, BNC Amazonas, Portal Único, Portal do Marcos Santos, Portal Mário Adolfo e Blog do Hiel Levy.

A PEC 221/2019, que reduz a jornada de trabalho para 40 horas semanais, foi aprovada pela Câmara dos Deputados na quarta-feira (27), com o apoio dos oito parlamentares do Amazonas. O texto será analisado no Senado.
A proposta estabelece que, depois de dois meses da publicação da futura emenda constitucional, valerão imediatamente os dois dias de descanso remunerado por semana, um dos quais preferencialmente aos domingos.
Haverá uma transição para a nova carga horária. A partir desse prazo o trabalhador registrado na CLT (Consolidação das Leis do Trabalho) contará com carga horária semanal de 42 horas. Em um ano depois do fim desses dois meses, portanto 14 meses depois da promulgação, a jornada será de 40 horas por semana.
Durante esse prazo de um ano, convenção ou acordo coletivo de trabalho poderão ampliar a duração diária do trabalho normal (além de 8 horas diárias) para viabilizar a transição de 42 horas, respeitado o repouso remunerado de dois dias.
De acordo com o governo federal, o fim da escala 6×1 vai beneficiar 130.618 profissionais trabalham atualmente nesse modelo de jornada.
Dados da pesquisa
O Ipen ouviu 1.200 pessoas em Manaus e em dez municípios do interior do Amazonas que concentram a maior parte do eleitorado do Estado: Parintins, Itacoatiara, Manacapuru, Coari, Maués, Presidente Figueiredo, Iranduba, Careiro, Tefé e Rio Preto da Eva.
A margem de erro é de 2,8 pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. A pesquisa foi registrada no TSE sob os números AM-07612/2026 e BR-06835/2026.
