
Do ATUAL, com informações da Agência Gov
MANAUS — No Amazonas, 130.618 profissionais trabalham atualmente na escala de seis dias de trabalho por um de descanso (6×1), segundo dados do MTE (Ministério do Trabalho e Emprego).
O governo federal, que defende o fim desse modelo de jornada, afirma que, com a mudança, esses trabalhadores passarão a integrar o grupo de 334.514 pessoas (71,92%) que já trabalham na escala 5×2 no Estado.
“Isso significa que 28,08% estão atualmente submetidos à escala com apenas um dia de descanso semanal”, informou o governo federal.
Em abril, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou mensagem presidencial que formaliza o envio ao Congresso Nacional, em regime de urgência constitucional, do projeto de lei que reduz a jornada máxima de trabalho de 44 para 40 horas semanais, assegura dois dias de descanso remunerado e proíbe redução salarial.
Segundo o governo federal, a proposta busca garantir “mais tempo para a família, o lazer, a cultura e o descanso”, além de gerar impactos positivos na produtividade.
“Não faz sentido que, em pleno século 21, com toda a evolução tecnológica, milhões de brasileiros e brasileiras tenham que trabalhar seis dias por semana para descansar apenas um dia. Para as mulheres, a situação é muito mais difícil. Elas chegam cansadas do trabalho e, na maioria das vezes, ainda precisam cuidar da casa e dos filhos”, afirmou Lula em pronunciamento no Dia do Trabalhador e da Trabalhadora.
No país, o levantamento do MTE identificou a jornada de trabalho de 44,7 milhões de pessoas. Desse total, cerca de um terço ainda atua no regime 6×1, o equivalente a 14,9 milhões de trabalhadores que seriam beneficiados pela mudança para o modelo 5×2.
Os dados nacionais apontam ainda que 38,6 milhões de trabalhadores cumprem jornadas superiores a 40 horas semanais. Desse grupo, 37,2 milhões trabalham atualmente 44 horas por semana, enquanto outros 1,4 milhão atuam entre 40,1 e 43,9 horas semanais.
A redução da jornada semanal alcançaria trabalhadores de diferentes setores econômicos, especialmente nas áreas de comércio, serviços, indústria e logística. No Amazonas, 466.248 pessoas seriam impactadas pela mudança.
