
Por Felipe Campinas, do ATUAL
MANAUS – Familiares e amigos das vítimas da chacina do Ramal Água Branca irão promover, no dia 21 deste mês, manifestação em Manaus para pedir a expulsão de policiais militares da Rocam (Ronda Cândido Mariano) presos por suspeita de envolvimento na ação criminosa. O protesto ocorrerá na Avenida Pedro Teixeira, bairro Dom Pedro, nas proximidades do Batalhão da Rocam.
“O objetivo da manifestação é pedir justiça pelas vidas de Alexandre e Valéria. Eles tiveram as suas vidas ceifadas de forma brutal e covarde. Foram amarrados, torturados e executados sem qualquer chance de defesa”, afirmou Vanessa Pacheco, mãe de Valéria Luciana Pacheco da Silva, uma das vítimas, que tinha 22 anos.
“O medo não vai me calar, pois uma mãe que perde um filho não teme mais nada nesse mundo”, declarou Vanessa.
Valéria e o marido dela, Alexandre do Nascimento Melo, 29 anos, e os irmãos Diego Máximo Gemaque, de 33 anos, e Lilian Daiane Máximo Gemaque, 31 anos, foram encontrados mortos em um veículo Onix branco na manhã do dia 21 de dezembro no ramal Água Branca, na rodovia AM-010. Alexandre é filho do sargento da Polícia Militar Alessandro da Silva, de 46 anos.
Os policiais da Rocam se tornaram suspeitos após a repercussão de vídeos que mostram o momento em que eles fizeram a abordagem no veículo das vítimas na Rua Portland, bairro Nova Cidade, zona norte da capital amazonense. Lilian e Luciana aparecem nas imagens encostadas na parede de uma casa enquanto os agentes vasculham o carro em que elas estavam.
Em dezembro, doze agentes foram presos por suspeita de envolvimento na ação criminosa. Em fevereiro, a pedido do MP-AM (Ministério Público do Amazonas), a polícia prendeu mais quatro policiais, incluindo um oficial, que relataram ter havido uma reunião entre policiais no ramal do Acará, na Avenida das Torres, antes de as vítimas serem levadas para o ramal Água Branca.
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O protesto pela exoneração dos agentes da Rocam está marcado para ser realizado às 18h em um posto de combustíveis localizado ao lado da loja Espantalho Pneus, no cruzamento entre as avenidas Pedro Teixeira e Paxiúbas. Até o momento, apenas de familiares de Valéria e de Alexandre confirmaram participação no ato.
“Os acusados, covardes e bandidos são policiais militares que serviam na Rocam, Batalhão Especializado. Contudo, hoje se encontram presos. É inadmissível que bandidos travestidos de polícias militares sujam o nome da respeitável instituição Polícia Militar. Esses assassinos não podem permanecer na corporação”, diz trecho da publicação de familiares.
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