O Amazonas Atual utiliza cookies e tecnologias semelhantes, como explicado em nossa Política de Privacidade, para recomendar conteúdo e publicidade. Ao navegar por nosso conteúdo, o usuário aceita tais condições.
Confirmo
AMAZONAS ATUAL
Aa
  • Inicial
  • Política
  • Economia
  • Dia a Dia
  • Esporte
  • Polícia
  • Expressão
  • TV Atual
  • Lezera Pura
  • Serviços
  • Variedades
  • Saúde
  • Negócios
  • Tecnologia
  • Colunistas
    • Augusto Barreto Rocha
    • Cleber Oliveira
    • Fatima Guedes
    • José Ricardo
    • Márcia Oliveira
    • Sandoval Alves Rocha
    • Sérgio Augusto Costa
    • Tiago Paiva
    • Valmir Lima
  • Quem Somos
Aa
AMAZONAS ATUAL
  • Inicial
  • Política
  • Economia
  • Dia a Dia
  • Esporte
  • Polícia
  • Expressão
  • TV Atual
  • Lezera Pura
  • Serviços
  • Variedades
  • Saúde
  • Negócios
  • Tecnologia
  • Colunistas
  • Quem Somos
Pesquisar
  • Inicial
  • Política
  • Economia
  • Dia a Dia
  • Esporte
  • Polícia
  • Expressão
  • TV Atual
  • Lezera Pura
  • Serviços
  • Variedades
  • Saúde
  • Negócios
  • Tecnologia
  • Colunistas
    • Augusto Barreto Rocha
    • Cleber Oliveira
    • Fatima Guedes
    • José Ricardo
    • Márcia Oliveira
    • Sandoval Alves Rocha
    • Sérgio Augusto Costa
    • Tiago Paiva
    • Valmir Lima
  • Quem Somos
Siga-nos
  • Inicial
  • Política
  • Economia
  • Dia a Dia
  • Esporte
  • Polícia
  • Expressão
  • TV Atual
  • Lezera Pura
  • Serviços
  • Variedades
  • Saúde
  • Negócios
  • Tecnologia
  • Colunistas
  • Quem Somos
© 2022 Amazonas Atual
Dia a Dia

Brasileiro nega ser preconceituoso, mas diz viver em país racista

27 de julho de 2023 Dia a Dia
Compartilhar
Protesto do movimento negro em Brasília em maio deste ano: manifestação contra o racismo (Foto: Leo Bahia /Fotoarena/Folhapress)
Protesto do movimento negro em Brasília em maio deste ano: manifestação contra o racismo (Foto: Leo Bahia /Fotoarena/Folhapress)
Por Bruni Lucca, da Folhapress

SÃO PAULO – Para 81% dos brasileiros, o país é racista. No entanto, apenas 11% afirmam ter atitudes discriminatórias. A conclusão é de pesquisa realizada pelo Instituto Peregum e pelo Projeto Seta, organizações voltadas ao estudo da população negra.

De 14 a 18 de abril deste ano, foram ouvidas presencialmente 2.000 pessoas com 16 anos ou mais em 127 municípios brasileiros. A margem de erro é de cinco pontos percentuais para mais ou para menos.

Entre os que concordam haver racismo no Brasil, os maiores índices foram constatados entre mulheres pretas (76%) e pardas (66%) e homens pretos (66%) que ganham até um salário mínimo. Já entre os que discordam predominam homens brancos acima dos 60 anos com alinhamento político à direita.

Mais da metade dos entrevistados declarou já ter presenciado algum ataque racista. Violência verbal, como xingamentos e ofensas, é a mais citada (66%), seguida de tratamento desigual (42%) e violência física, como agressões (39%) – 17% dos entrevistados disseram ter sido alvo de situações desse tipo.

Também é preeminente o grupo que considera ser justa a criminalização do racismo no país: 65%. Contrários são 30%.

Para a historiadora Ana Paula Brandão, gestora do projeto Seta, a pesquisa leva a uma contradição: a população, majoritariamente, reconhece a existência do preconceito motivado por raça, mas não acredita reproduzi-lo. “Há um desconhecimento sobre o racismo ser algo estrutural”, diz.

Não é o caso de Gabriel (que pediu para não ter seu sobrenome divulgado), 27. Para o carioca, morador da região central de São Paulo, o preconceito está presente em todos os lugares. Perseguições em lojas e olhares estranhos nas ruas são recorrentes, mas houve uma situação mais marcante.

Em outubro do último ano, o jovem caminhava nos arredores da estação Pedro 2º, da linha 3-vermelha do metrô, no centro paulistano. Ao passar por uma viatura da Polícia Militar, notou cochichos. Poucos passos depois, foi parado por um dos PMs. Este, armado, exigiu que Gabriel encostasse em um paredão com as mãos para cima.

A primeira observação do policial foi sobre o celular em posse do abordado. Ele perguntou a quem pertencia o aparelho. Gabriel respondeu ser dele. Uma nota fiscal lhe foi pedida e, como não a carregava naquele momento, o desbloqueio do modelo foi grosseiramente solicitado. Assustado, fez.

Houve uma devassa. O agente abriu todos os aplicativos. Emails foram lidos e fotos, conferidas. No fim, Gabriel, que havia saído para fazer compras em um supermercado, recebeu seu telefone móvel há muito tempo quitado e nenhuma explicação.

O relato se enquadra em mais um recorte trazido pela pesquisa. Para 79% dos participantes, abordagens policiais são baseadas na cor da pele, tipo de cabelo e estilo de vestimenta. Isto é denominado perfilamento racial. Homens pretos entre 16 e 24 anos, na opinião dos brasileiros, são mais vulneráveis à prática.

Thales Vieira, coordenador-executivo do Observatório da Branquitude, diz serem importantes levantamentos do tipo a fim da plena compreensão do impacto gerado pela discriminação por raça no Brasil e seu melhor enfrentamento.

“Algo importante a ser pensado sobre essa pesquisa é como transformar a percepção coletiva sobre a existência do racismo em apoio a políticas públicas para valorizar a população negra e combater a desigualdade racial”, declara ele.

Sobre esse tema, 74% dos respondentes indicaram ser a favor das ações afirmativas ou reservas de vagas a negros (pretos e pardos).

Na visão de Leopoldo Soares, professor de direitos humanos da Universidade Presbiteriana Mackenzie, pessoas negras têm ocupado gradativamente espaços a partir da promoção de discussão a respeito dos males produzidos pela iniquidade racial. “É algo louvável em um país como o nosso”.

No entanto, ele ressalta que todo brasileiro deve aceitar ser racista e não culpar o próximo pelo problema. “Aqui, todos somos preconceituosos, mesmo não querendo ser. Eu, um homem negro, me pego reproduzindo racismo. Precisamos nos desconstruir, sempre buscar o progresso”.

Segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública, casos de racismo no país tiveram aumento de 68% em 2022. Foram registradas 2.458 ocorrências no último ano. Em 2021, houve 1.464.

Rio de Janeiro, Bahia e Santa Catarina lideram o crescimento das notificações. No estado fluminense, por exemplo, o total de casos saltou de 127 para 312 em um ano.

Em menor proporção, a quantidade de notificações por injúria racial também aumentou no país. Foram 10.990 no último ano, ante 10.814 em 2021.

Notícias relacionadas

BNDES Periferias Fortes vai selecionar projetos no Amazonas

UEA vai restaurar prédio da Alfândega para instalar centro de estudos e artes

Deputada acusa manobra em sessão e confronta presidente da Aleam

Aleam aprova ampliação da bandeira e flexibilização da regularização fundiária

Tesouro exige detalhamento de dívidas para liberar empréstimo ao Amazonas

Assuntos destaque, Racismo, racista
Cleber Oliveira 27 de julho de 2023
Compartilhe
Facebook Twitter Pinterest Whatsapp Whatsapp LinkedIn Telegram Email Copy Link Print
Deixe um comentário

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Leia também

Programa que permite o uso do Fundo Garantidor para Investimentos do BNDES para a concessão de crédito (Foto: Arquivo/Agência Brasil)
Dia a Dia

BNDES Periferias Fortes vai selecionar projetos no Amazonas

1 de julho de 2026
Prédio da Alfândega, inaugurado em 1909, será restaurado pela UEA (Foto: Thiago Gonçalves/AM ATUAL)
Dia a Dia

UEA vai restaurar prédio da Alfândega para instalar centro de estudos e artes

1 de julho de 2026
Alessandra Campêlo, deputada estadual
Política

Deputada acusa manobra em sessão e confronta presidente da Aleam

1 de julho de 2026
Política

Aleam aprova ampliação da bandeira e flexibilização da regularização fundiária

1 de julho de 2026

@ Amazonas Atual

  • Inicial
  • Política
  • Economia
  • Dia a Dia
  • Esporte
  • Polícia
  • Expressão
  • TV Atual
  • Lezera Pura
  • Serviços
  • Variedades
  • Saúde
  • Negócios
  • Tecnologia
  • Colunistas
  • Quem Somos

Welcome Back!

Sign in to your account

Lost your password?