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Dia a Dia

Arthur Neto chama medidas do governo de ‘carrascas’ e pede revogação de decreto

26 de dezembro de 2020 Dia a Dia
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Prefeito de Manaus, Arthur Virgílio Neto, pediu revogação de decreto do Governo do Amazonas (Foto: Reprodução)
Por Felipe Campinas, da Redação

MANAUS – O prefeito de Manaus, Arthur Virgílio Neto (PSDB), pediu que o governador do Amazonas, Wilson Lima (PSC), revogue o decreto que suspendeu as atividades do comércio até o dia 10 de janeiro de 2021 devido ao aumento de infectados pelo novo coronavírus nas últimas semanas. O pedido foi feito na inauguração do Terminal de Integração 6, na zona norte de Manaus, na manhã deste sábado, 26.

O prefeito considerou a medida do governador como “carrasca” e “cruel”. “Não é hora disso. Eu peço que o senhor, com muita humildade, revogue seu decreto ou o adie para quem sabe discuti-lo melhor com a sociedade e tomar uma atitude que não seja tão carrasca, tão cruel em relação a comerciários e a comerciantes, e, portanto, em relação ao povo de Manaus”, afirmou Arthur Neto.

O prefeito da capital amazonense voltou a afirmar que o governador poderia ter tomado as medidas mais duras no pico da pandemia, entre os meses de abril e julho, e depois desse período, quando decidiu flexibilizar as medidas de contenção ao avanço da doença.

“Que o governador seja grande e reconheça a precipitação do seu gesto. Ele podia ter feito muito mais coisas durante o tempo que nos separou disso. Ao contrário, ele cantava vitória, (dizia) que tinha acabado com a Covid. E eu acompanhando os sepultamentos e dizendo: ‘não acabou nada, o pior ainda vem por aí’. Todo mundo sabe que eu falei isso”, disse Arthur Neto.

Ao questionar a necessidade das medidas mais duras para o enfrentamento à Covid-19, o prefeito afirmou que os trabalhadores estão sendo massacrados com o decreto governamental. “Hoje cabe o quê? O governador massacrar os comerciantes que estão com estoques e querem vender seus estoques na época de vendê-los, que é exatamente a época das festas? Não é justo, não é justo”, afirmou Arthur Neto.

O prefeito sugeriu que o governador adote as medidas mais duras após o período das festas de fim de ano e ouça os trabalhadores do setor.

“O governador deveria revogar e, se quer tomar medidas restritivas mais duras, que ele deixe os comerciantes se capitalizarem nessa fase que vai até o dia 1º de janeiro, essa fase das festas, e depois ele tomaria as medidas mais duras, com as pessoas mais capitalizadas” ,disse.

Arthur Neto também afirmou que a taxa de desemprego na capital a amazonense é alta e a medida do Governo do Amazonas poderá aumentar o número de desempregados.

“Já tem desemprego demais aqui, quem gera emprego aqui em Manaus é Suframa e Manaus. Atente para isso! E, se possível, atenda. Não estou falando com um pingo de malícia, não estou falando com nada, nada”, disse o prefeito.

“Eu estou falando de coração. Não maltrate desse jeito os comerciantes. Não desperdice os empregos dos comerciários. Faça com mais cautela. Até porque, governador, tem muito comércio aberto por aí. O senhor sabe disso. O senhor fechou o centro da cidade, o senhor não fechou tudo. Então, não é hora disso”, completou Arthur.

Hospital de Campanha

Arthur Neto sugeriu a construção de um hospital de campanha para atender os pacientes com Covid-19. Em abril deste ano, no pico da pandemia no estado, o Governo do Amazonas montou um local para atender os infectados que tiveram o quadro de saúde agravado pela Covid-19, mas o hospital foi desativado em julho.

Também em abril deste ano, a Prefeitura de Manaus, em parceria com empresas privadas, montou um hospital de campanha para atender pacientes com coronavírus. O local, que era administrado pelo Grupo Samel e Instituto Transire, funcionou por dois meses e foi desativado em junho para funcionar novamente como escola da rede pública.

À época, o prefeito de Manaus, Arthur Virgílio Neto, disse que a decisão foi com base na redução da incidência de Covid-19 na capital. “Fizemos às pressas para socorrer o governo do Estado, sobretudo a população de Manaus, e transformamos uma escola em hospital em tempo recorde, mas está na hora de fechar o hospital e fazer com que retorne ao seu destino de escola”, disse Arthur.

Neste sábado, Arthur disse que a construção de um hospital de campanha é necessário para “amenizar esse quadro tão grave”. “Faça um hospital de campanha para amenizar esse quadro tão grave, quadro que eu sempre disse que era grave, governador. Eu sempre disse que era grave, o tempo inteiro, em três sessões (reuniões dos poderes). Na terceira eu joguei a toalha. Em duas sessões eu consegui convencer o senhor”, disse o prefeito.

“Eu lhe pedi para não tocar para frente aquela abertura prematura. Porque quando o senhor falou em abrir, o número de mortos e casos estava crescendo. Como é que a gente vai abrir com casos crescendo? Então, fechar agora resolve? Eu não vejo que resolva. Mas, sobretudo, é um mal que faz, desemprego para comerciários, desemprego em geral, porque o comerciário desempregado desemprega em cadeia outras pessoas”, completou Arthur Neto.

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Assuntos Arthur Neto, decreto, Governo do Amazonas, manchete
Felipe Campinas 26 de dezembro de 2020
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1 Comment
  • Eduardo Goldberg disse:
    27 de dezembro de 2020 às 01:29

    O Sr Arthur Neto, é um vagabundo desqualificado. Ao ver a força do povo amazonense, fala besteira, quando no início da pandemia estava querendo fazer um Lockdown muito mais severo que este.

    Responder

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