
Da Redação
MANAUS – Após um mês desde o primeiro caso de coronavírus confirmado, no dia 13 de março, o Amazonas registra 1.275 pacientes com a doença e 71 mortes. Foram 69 novos casos nas últimas 24h. Desse total, 86% dos pacientes são de Manaus, o que corresponde a 1.106 casos, e 169 são de 16 municípios do interior. Dos pacientes confirmados, 194 estão internados, 77 deles em UTI. Outros 863 estão em isolamento domiciliar. O boletim atualizado foi informado na tarde desta segunda-feira, 13, em entrevista nas redes sociais pela FVS (Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas).
Além dos pacientes confirmados, outras 366 pessoas estão internadas com suspeita de coronavírus, 313 estão em leitos clínicos e 53 em UTI. Entre suspeitos e confirmados, 430 leitos clínicos já estão ocupados, sendo 130 de UTI. Outras 147 pessoas que foram atendidas na rede de saúde do estado estão fora do período de transmissão da doença, número considerado baixo de comparado ao total de infectados.
Além das 71 mortes, outros 13 casos ainda estão em investigação – a taxa de letalidade é de 5,5%. O Lacen (Laboratório Central) está processando outros 700 testes de pessoas com sintomas da doença, volume considerado elevado pela FVS. “Hoje nós temos 700 pacientes que aguardam esse resultado, o que demonstra que se houve uma coleta é porque são pacientes que apresentam uma clínica compatível com a doença. Portanto nós vemos um espraiamento de casos que apresentam sintomas espalhados pela cidade”, disse Rosemary.
Leitos
Simone Papaiz, secretária de saúde, informou na entrevista online que a quantidade de leitos de UTI no hospital Delphina Aziz será ampliada para 75. “Os leitos de UTI do Delphina, contratualmente são 50. Nós fizemos um aumento de dez leitos e anteontem arrumamos a estrutura para o aumento de 15. Então hoje nós temos para a referência de Covid no Delphina 75 leitos de UTI”, disse.
A meta é chegar a 100 leitos de UTI e mais 250 de internação no Delphina, afirmou Papaiz. Segundo a secretária, à medida que for ocorrendo o acréscimo dos 350 leitos, será ampliado o número de profissionais de assistência envolvidos, que deve alcançar os 600. Hoje, os três primeiros andares do hospital estão ativos no tratamento de pacientes com a Covid-19, informou.
Hospital Nilton Lins
De acordo com Simone Papaiz, o principal entrave para o início das atividades no hospital Nilton Lins é a contratação de recursos humanos em sua totalidade. “Esses leitos vão precisar de técnicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem, psicólogos, assistente social”, disse. “A ideia de contratação, cerca de 900 pessoas para que a gente possa iniciar a implantação de 10 leitos de UTI de internação para ser referência para Covid”, completou.
O hospital deverá atuar como reforço no tratamento de pacientes com Covid-19 fornecendo 400 leitos, que terá a estrutura de trinta mil metros quadrados alugada por um valor de R$ 866 mil por mês, por três meses, totalizando R$ 2,6 milhões nesse período.
Reforço
Na tarde desta segunda-feira, 13, uma equipe de profissionais da saúde do hospital Sírio Libanês chegou ao Amazonas e devem se reunir na Susam (Secretaria de Saúde do Amazonas) com toda a equipe técnica envolvida no combate ao novo coronavírus, segundo Papaiz, que não informou qual a composição da equipe e onde irão atuar.
A secretária confirmou ainda a vinda de 10 médicos intensivistas para o estado para dar apoio nas unidades de referência.
“Os intensivistas foram confirmados pelo Ministério da Saúde, a vinda de dez médicos intensivistas. Eles ainda não chegaram no estado, devem estar chegando entre hoje e amanhã e a gente vai redirecioná-los depois da quarentena para que possam fazer assistência nas unidades de referência”, disse.
No interior, os casos estão assim distribuídos: Manacapuru (92), em seguida vem Itacoatiara (15), Iranduba (14), Parintins (11), Santo Antônio do Içá (10), São Paulo de Olivença (7), Tabatinga (3), Anori (3), Tonantins (4), Careiro da Várzea (2), Novo Airão (2) e Presidente Figueiredo (2). Outros quatro municípios têm um caso cada: Boca do Acre, Careiro Castanho, Manicoré e Tefé.

Os moradores e residentes de
Manaus nas 6 zonas geográficas, andam e perambulam como se não fossem contrair o vírus. O aumento na nossa capital também deve-se a essa atitude do povo que mora aqui.