
Do ATUAL
MANAUS – Acusados de praticar crimes contra crianças e adolescentes em Manaus, Rodrigo Wenderson Nunes dos Santos, 31 anos, e Victor Igor dos Santos, 21 anos, foram interrogados na quarta-feira (18) na última audiência sobre o caso, que tramita na 2ª Vara de Crimes contra a Dignidade Sexual e de Violência Doméstica contra Crianças e Adolescentes.
Os homens foram presos na Operação Carimbadores, deflagrada em maio deste ano, pela Polícia Civil do Amazonas, e foram acusados pelo MP-AM (Ministério Público do Amazonas) por cometer abusos sexuais contra crianças e adolescentes e de compartilhar, adquirir e armazenar fotografias e vídeos com conteúdo pornográfico envolvendo menores de idade.
As investigações também apontam que os homens tentaram infectar propositalmente as vítimas com o vírus HIV. As suspeitas foram levantadas a partir de conversas entre os homens acessadas pelos investigadores.
Na audiência, foi ouvida uma testemunha e os dois réus foram interrogados. O MP formulou pedidos de diligências finais, incluindo a análise de evidências e verificações adicionais, e as defesas apresentaram pedidos de liberdade dos réus, que participaram da audiência por videoconferência. Eles estão em presídios.
O juiz Rosberg de Souza Crozara determinou que os autos fossem organizados para decidir sobre o pedido de liberdade. Além disso, foi estabelecido que, após o retorno das diligências requeridas pelo MP, com ou sem juntada das respectivas conclusões, os autos serão enviados para as partes apresentarem, por memoriais escritos, as alegações finais. Após isso, o processo estará pronto para sentença.
Na audiência, o juiz afirmou que, nesta fase do processo, ficou evidente o uso de redes sociais para a propagação de conteúdo relacionado à pornografia infantil e juvenil.
Histórico do caso
A Operação Carimbadores foi deflagrada pela Polícia Civil do Estado do Amazonas em 10 de maio de 2024. Os dois réus foram denunciados pelo MPAM por compartilharem conteúdo de pornografia infantil e tentarem transmitir o vírus HIV a vítimas. A justiça aceitou a denúncia em 11 de julho de 2024.
As investigações apontaram trocas de mensagens que indicam a aquisição e compartilhamento de fotos e vídeos contendo cenas de abuso infantil, bem como a intenção deliberada de propagar o vírus HIV por meio de relações sexuais desprotegidas. Desde então, os réus permanecem presos preventivamente no sistema prisional de Manaus.
