
Da Redação
MANAUS – Com o marketing ainda dando as cartas nas campanhas eleitorais, expondo mais a figura dos candidatos que suas propostas concretas de políticas públicas, o apelo ao bizarro e ao humor como forma de chamar atenção e se tornar popular tem sido a regra entre os postulantes ao cargo de vereador. Apelidos e nomes fora do comum chamam a atenção.
Mas política não é palhaçada, embora candidatos recorram à figura do palhaço para se sobressaírem. Em Manaus, três ‘palhaços’ disputam vaga na Câmara Municipal, conforme registro de candidaturas no TSE (Tribunal Superior Eleitoral). Bom Bom, Lero Lero e Quiabo não pretendem, obviamente, fazer palhaçada no parlamento, caso eleitos, mas os nomes com os quais pretendem ser conhecidos na campanha remetem, de certa forma, à ideia de circo.
O marketing, aliás, é uma ferramenta de vendas e candidato é mais ou menos como um produto. Pouco importa se a intenção é vender credibilidade ao eleitor, o que vale é ter o nome e a imagem lembrados na hora de votar. Esses nomes são aqueles registrados na urna que o eleitor vai visualizar. O nome de nascimento do candidato, este é desconhecido do eleitorado em muitos dos casos.
Candidatos como ‘Ring Boxe’, ‘Rei da Praia’, ‘Vascon – o homem da pá’ e ‘Zé Gotinha da Floresta’ tentam se valorizar fazendo referência a atividades com as quais são conhecidos nos redutos eleitorais. Entre os 1.227 candidatos a vereador na capital amazonense, 53 optaram em usar essa tática para atraírem votos.
Comunicação
O cientista político Tiago Jacaúna, que é doutor em ciências sociais, diz que adotar nomes engraçados e bizarros é uma das estratégias marqueteiras. “Nesse caso, os nomes bizarros, do ponto de vista da comunicação e da estratégia eleitoral, são de fácil lembrança” disse Jacaúna. A finalidade, segundo ele, é captar uma fatia da população. “Passa a ser uma estratégia dentro do jogo político e claramente isso atinge aquela população de eleitores que, de certa maneira, não está muito interessada ou está descrente da política”, afirmou.
Em termos de resultados nas urnas, candidatos com nomes incomuns representam, em média, 4,3% do total de candidatos que se elegem. Muitos dos casos, diz Jacaúna, são votos de eleitores desacreditados e que não veem seriedade na política e votam também como forma de protesto. “Muitos deles conseguem o sucesso de ser eleito, como por exemplo os políticos de grandes cidades. O Tiririca (São Paulo), por exemplo”, lembrou.
Nessa concorrência por uma vaga de vereador, a disputa é acirrada. Quase selvagem mesmo. Não é a atoa que, na estratégia de marketing para se sobressair nessa ‘selva’, candidatos chegam na disputa com ímpeto animal. Pelo menos no nome. Nessa fauna política de Manaus, estão na disputa Mauro Animalesco, Euclides Pancadão e Neto Jacaré.
Há quem evite a ‘guerra’ e prefira fazer referência à paz de espírito. São os casos de ‘Sol de Jesus’, ‘Profeta’ e Pai Amado. Esses podem até não ser eleitos, mas, pelo menos, têm o nome abençoado.
Veja candidatos com apelidos e nomes bizarros
Antonio Baixinho Garotinho
Euclides Pancadão
Fábio Cunha da Giotto
Fabinho da Expresso Car
Fabão
Fernando Henrique Olhão
Fábio Filho do Bairro
Fabio Mototaxi
Mauro Animalesco
Milton Xuxa
Nara das Coxinhas
Nego Inácio
Neidinha dos Conteineres
Neto da Ótica
Netto Jacaré
Norma Araújo Manazinha
O Galeguinho de Manaus
Pai Amado
Palhaço Bom bom
Palhaço Lero Lero
Palhaço Quiabo
Palheta Palheta
Papito
Pepety
Pepê
Perninha do Gás
Persé Garcia
Pipoca
Preto Taveiro
Prof. Elizoneide Afro Indignada
Tota Araujo
Prof. Do Sol Nascente
Profeta
Raimundo Prestanista
Raulissinho do Arrocha
Ray Pipoca
Rei da Praia
Ring Boxe
Rocklane
Samuka Sales
Socorro do Café
Socorro do Frete
Sol de Jesus
Soldado da Torre Sgt Souza
Sorriso
Tetê – Luís Almir
Texas Lima
Thiaguinho Real
Tiago da Compensa
Titi
Vascon, o homem da pá
Zé Gotinha da Floresta

depois da era pt o brasil virou uma palhacada, nos eleitores temos que mudar essa situacao horrivel.