
Por Felipe Campinas, do ATUAL
MANAUS — Ao abrir a sessão extraordinária do STF (Supremo Tribunal Federal) para analisar a possível abertura de investigação contra o ministro Alexandre de Moraes no caso Banco Master, na manhã desta terça-feira (15), o presidente da Corte, Edson Fachin, afirmou que o momento exige dos ministros “sensatez, decoro e serenidade”.
O plenário analisa se há elementos para investigar Moraes a partir de informações relacionadas ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master. A sessão foi convocada para examinar a Petição 16.662.
Fachin iniciou o discurso classificando o momento como um “período difícil” da história do Supremo. Em seguida, fez referências aos atuais integrantes da Corte e a ministros que passaram pelo tribunal.
“O momento exige de nós aquilo que se espera de quem exerce a jurisdição constitucional: sensatez, decoro e serenidade”, afirmou.
“A divergência faz parte da jurisdição. O que não pode fazer parte dela é a perda da medida institucional”, acrescentou.
Fachin também citou ministros aposentados compulsoriamente durante a ditadura militar, como Victor Nunes Leal, Hermes Lima e Evandro Lins e Silva, além de Ribeiro da Costa, que presidia o Supremo durante a ruptura institucional de 1964.
Ao lembrar que o tribunal já atravessou outros períodos de crise, Fachin pediu aos ministros “equilíbrio, serenidade e responsabilidade institucional”.
