Informação e Opinião

Por Valmir Lima, do ATUAL
CDL compara preço do ônibus com moto e carro por aplicativo
A CDL (Câmara de Dirigentes Lojistas) de Manaus fez um cálculo e faz uma revelação surpreendente sobre o custo do vale-transporte proposto e aprovado pela Prefeitura de Manaus, no reajuste brecado pela Justiça. Segundo a CDL, os R$ 6 proposto para o vale-transporte daria para o trabalhador pagar uma moto por aplicativo, que custa esse valor em um raio de 6 quilômetros, em média. Ou poderia até pagar um carro por aplicativo para ir e voltar do trabalho, caso more em um raio de 3 quilômetros do emprego. Mas o que mais chama a atenção é a revelação de que o trabalhador poderia comprar uma moto e pagar as parcelas com o valor que gastaria com vale-transporte e ainda lhe sobraria uns trocados no fim do mês. A vantagem dos aplicativos sobre o ônibus já havia sido mostrada pelo ATUAL quando da divulgação do reajuste pela Prefeitura de Manaus.
Demissão é exagero
No estudo divulgado pela CDL sobre os impactos do aumento da tarifa de ônibus para as empresas, a instituição aponta com uma das possíveis consequências a demissão de trabalhadores, com impactos na economia local. Há certo exagero na análise, mas as demissões são sempre uma ameaça quando se quer ganhar apoio político. A saída apontada pela entidade patronal é razoável, ou seja, o escalonamento do aumento da tarifa no vale-transporte em dois anos. Conheça a proposta na reportagem do ATUAL.
Produção industrial: Amazonas cresce
O Amazonas é uma das oito regiões, das 15 pesquisadas pelo IBGE, que registrou alta na produção industrial em fevereiro, na comparação com janeiro. O Estado, puxado pela Zona Franca de Manaus, cresceu 0,9%. Na média, a indústria nacional recuou 0,1%. O Estado de São Paulo e outros seis tiveram recuo. Os dados da Pesquisa Industrial Mensal – Produção Física Regional, foram divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) na manhã desta terça-feira (8).
Estados que tiveram queda na produção: Bahia (-2,6%), Ceará (-1%), São Paulo (-0,8%), Santa Catarina (-0,6%), Mato Grosso (-0,6%), Rio de Janeiro (-0,3%) e Minas Gerais (-0,2%). Registraram crescimento na produção Pernambuco (6,5%), Paraná (2%), Pará (1,6%), Espírito Santo (1,1%), Amazonas (0,9%), Região Nordeste (0,5%), Rio Grande do Sul (0,5%) e Goiás (0,2%).
PSDB e a BR-319
O PSDB recorreu ao STF para obrigar o governo Lula a pavimentar o trecho do meio da BR-319 (Manaus-Porto Velho). O partido recorreu a uma “Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental” exigindo que o STF faça valer a Licença Prévia nº 672/2022, emitida pelo Ibama no fim do governo de Jair Bolsonaro. Em 1996, o então presidente Fernando Henrique Cardoso, do PSDB, incluiu a recuperação da rodovia no seu plano estratégico “Brasil em Ação”, mas o projeto nunca saiu do papel. Em 30 de março de 2019, no fim do terceiro mês do Governo Bolsonaro, o vice-presidente da República, Hamilton Mourão, no estilo bravateiro, prometeu “comer a boina” se a BR-319 não fosse pavimentada. Ele não comeu a boina porque não é de cumprir a palavra.
Plínio por trás da firula
A firula do PSDB tem as digitais do senador Plínio Valério (PSDB-AM), que no mês passado foi duramente criticado por uma fala misógina e grosseira contra a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, a quem ele culpa pela situação precária da rodovia federal, a BR-319. A ação do PSDB tem cheiro de revanchismo pela segunda derrota de Plínio no embate com Marina. A primeira foi na inexpressiva CPI das ONGs, quando a ministra lhe calou a boca por diversas vezes, com respostas de alto nível.
O problema da ação do PSDB
O PSDB deve saber – mas mesmo assim ajuizou a ação – que para fazer a pavimentação da BR-319 é necessário o cumprimento de uma série de exigências legais, incluindo a previsão orçamentária para a obra, que não é barata. Se fosse, o PSDB teria feito nos 8 anos de Fernando Henrique Cardoso. Não é uma canetada de um ministro do STF que vai mudar o estado de coisas que impede a pavimentação da rodovia.

