
Do ATUAL
MANAUS — O Ipaam (Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas) emitiu, nesta quarta-feira (27), uma licença ambiental que autoriza a extração de material usado nas obras de recuperação e manutenção do “Trecho do Meio” da BR-319, entre os quilômetros 469 e 632 da rodovia.
A autorização permite que a Construtora Etam, responsável pela obra, utilize saibro e laterita, materiais semelhantes à piçarra e ao cascalho, na base da estrada, etapa considerada essencial para melhorar a trafegabilidade em um dos pontos mais críticos da BR-319.
O material será retirado em uma área localizada no município de Canutama, no interior do Amazonas. Segundo o Governo do Amazonas, a medida deve acelerar os serviços no trecho não pavimentado da rodovia, que enfrenta problemas históricos durante o período chuvoso, como atoleiros, erosões e dificuldades na circulação de veículos e transporte de cargas.
Trecho concentra problemas
O trecho é considerado um dos mais desafiadores da BR-319 e concentra grande parte dos problemas de trafegabilidade da estrada que liga Manaus a Porto Velho (RO). O material também poderá ser utilizado em serviços de manutenção entre os quilômetros 632 e 656 da rodovia, trecho que está asfaltado. Segundo o governador Roberto Cidade, a autorização permitirá avanço mais rápido das obras.
“E essa licença permite que a empresa acelere o trabalho de base na rodovia, sobretudo no trecho em que motoristas, passageiros e moradores da região sofrem anualmente com as péssimas condições da BR-319”, disse.
Licença
De acordo com o Ipaam, a autorização estabelece uma série de exigências ambientais para execução das atividades. Entre elas estão monitoramento contínuo das operações, destinação adequada dos resíduos, proteção da fauna e flora e interrupção imediata dos serviços em caso de identificação de vestígios arqueológicos.
O documento também determina manutenção periódica dos ramais utilizados no transporte do material e apresentação de relatórios técnicos semestrais ao órgão ambiental.
O diretor-presidente do Ipaam, Gustavo Picanço, afirmou que a licença busca garantir respaldo técnico e ambiental para realização das obras.
