
MANAUS – Em reunião no gabinete do corregedor-geral de Justiça, desembargador Flávio Humberto Pascarelli Lopes, o sub-comandante geral da Policia Militar do Amazonas (PMAM), coronel Rubens de Sá, ouviu a solicitação da presidente do Sindicato de Oficiais de Justiça Avaliadores do Amazonas, Marieda José Mancilha Rodrigues, que vai contar com o apoio da PMAM no cumprimento de mandados e diligências perigosas.
“Nosso papel como Corregedoria Geral é garantir ao serventuário a estrutura e segurança necessárias para a realização da atividade judicial”, explica o desembargador Pascarelli.
Segundo Marieda, a classe passa por situações extremas e difíceis durante o cumprimento de mandados. Os Oficiais chegam a ser agredidos por pessoas dispostas a evitar o cumprimento das medidas judiciais, muitas vezes mantidos reféns dentro de carros e residências e até ameaçados com armas de fogo.
A presidente do sindicato ressalta também que existe um número insuficiente de oficiais de Justiça para alta demanda de processos em razão de férias ou licenças médicas, o que acarreta uma sobrecarga e problemas de saúde nos Oficiais em atividade.
“O nosso total é de 223 Oficiais em todo o Estado. Deveríamos ter 110 trabalhando somente na capital, mas a realidade é que temos um efetivo que oscila entre 59 e 60 colegas para cumprir as diligências. Alguns precisam cumprir dez mandados por dia e necessitam realmente de segurança diante das situações que encontram pela frente”, explica a representante dos Oficiais de Justiça.
As ações que mais demandam força policial são liminares de busca e apreensão, principalmente de veículos, separação de corpos, resgate de menores.
Disposto a oferecer o apoio necessário, o sub comandante-geral da Policia Militar, coronel Rubens de Sá, explicou que a ideia é criar uma comunicação mais ágil, já que os oficiais de Justiça tinham anteriormente o apoio do 190, mas devido aos “trotes”, que atrapalham o atendimento mais eficaz às demandas, o atendimento se tornou mais burocrático.
“Vamos realizar uma ação mais direta. Assim, colocaremos os militares coordenadores aqui do Tribunal de Justiça em contato direto com os nossos comandantes de policiamento metropolitano, bem como do interior do Estado”, afirma o coronel.
(Com informações assessoria)
