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Dia a Dia

CNJ dá 60 dias para TJAM comprovar desligamento de temporários

27 de agosto de 2020 Dia a Dia
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CNJ quer comprovação de desligamento de temporários que trabalham há mais de dois anos (Foto: TJAM/Divulgação)
Por Felipe Campinas, da Redação

MANAUS – O corregedor nacional de Justiça, ministro Humberto Martins, deu o prazo de 60 dias para que o TJAM (Tribunal de Justiça do Amazonas) comprove o desligamento dos contratados temporários que prestam serviços ao Tribunal há mais de dois anos. O despacho foi proferido nessa quarta-feira, 26, em pedido de providências que tramita no CNJ (Conselho Nacional de Justiça).

De acordo com o ministro, após inspeção realizada entre 9 e 13 de setembro de 2019, o CNJ identificou que o TJAM mantinha servidores temporários contratados em desacordo com a Lei nº 2607/2000. À época, segundo Martins, o Tribunal afirmou que havia concurso em andamento para contratação de servidores efetivos e que a situação seria regularizada até junho de 2020.

Neste ano, intimado a prestar informações atualizadas sobre o desligamento dos servidores temporários e contratação de servidores concursados, o TJAM informou que suspendeu a homologação do concurso em andamento por prazo indeterminado, em razão da pandemia da Covid-19.

O corregedor nacional de Justiça afirmou que não houve medidas para desligamento dos servidores contratados temporariamente que estão em desacordo com a Lei. 2607/2000 e que apurou que o TJAM já iniciou as nomeações de servidores aprovados e deve desligar os servidores temporários contratados em desacordo com a lei.

De acordo com a folha de pagamento do TJAM do mês de julho (mais recente disponível pela Corte Estadual), há 220 servidores temporários, incluindo cargos de auxiliar judiciário (nível fundamental), assistente judiciário (nível médio) e analista judiciário (nível superior). O TJAM informou, no último dia 17 de agosto, que já nomeou 44 aprovados.

A chamada de mais 60 aprovados está prevista para fevereiro de 2021, conforme o cronograma de substituição gradativa de servidores enviado pelo presidente do TJAM, desembargador Domingos Chalub, ao CNJ no dia 31 de julho. De acordo com o documento, nesses seis meses, os contratos temporários remanescentes serão prorrogados e passarão a ter vigência até 2 de fevereiro de 2021.

Procurado pela reportagem, o presidente do TJAM disse que irá cumprir a determinação do CNJ a partir do momento em que for intimado da decisão.


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Assuntos CNJ, concursados, manchete, temporários, TJAM
Felipe Campinas 27 de agosto de 2020
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1 Comment
  • ANONIMO disse:
    29 de outubro de 2020 às 16:15

    Infelizmente já foram os 60 dias e nenhuma resposta.
    E os 24 ainda estão aguardando suas nomeações, 24 esses que estudaram, ralaram, abriram mão de muita coisa para passarem nessa prova.
    #nomeiaTJAM

    Responder

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