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Política

STF poderá julgar esta semana pedido de liberdade do ex-presidente Lula

6 de agosto de 2018 Política
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Caso a defesa consiga suspender temporariamente a condenação, o ex-presidente poderá concorrer às eleições sem precisar de avaliação contra inelegibilidade (Foto: Arquivo/Agência Brasil)

Da Agência Brasil

BRASÍLIA – O Supremo Tribunal Federal (STF) pode julgar nos próximos dias o pedido da defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para que ele aguarde em liberdade o julgamento de recursos contra sua condenação na Operação Lava Jato. Em função da condenação a 12 anos e um mês de prisão por corrupção e lavagem de dinheiro, Lula está preso na Superintendência da Polícia Federal (PF) em Curitiba desde 7 de abril.

O julgamento pode ocorrer na próxima quinta-feira, 9, antes de o PT registrar a candidatura de Lula na Justiça Eleitoral para concorrer à Presidência da República, fato que deve ocorrer no dia 15 de agosto, último dia previsto pela legislação eleitoral.

Na semana passada, após o relator do caso, o ministro Edson Fachin, defender celeridade para definir a situação jurídica de Lula antes das eleições, a presidente da Corte, ministra Cármen Lúcia, responsável pela pauta do plenário, indicou nos bastidores que pode pautar a questão nesta semana.

No entanto, diante da possibilidade de o caso ser julgado pelo plenário, e não pela Segunda Turma, como deseja a defesa do ex-presidente, os advogados podem desistir do recurso e o julgamento poderá ser adiado. De acordo com dois ministros ouvidos pela reportagem, o tribunal deverá aceitar o recuo, caso a defesa confirme a desistência.

Eleições

O pedido de liberdade do ex-presidente também tem implicações na esfera eleitoral. Caso a defesa consiga suspender temporariamente a condenação e a soltura de Lula, o ex-presidente poderá concorrer livremente às eleições sem precisar de uma decisão que avalie sua inelegibilidade.

Com a confirmação da condenação na Lava Jato na segunda instância da Justiça Federal, o ex-presidente pode ser enquadrado na Lei da Ficha Limpa, que impede a candidatura de condenados pelos órgãos colegiados da Justiça.

Se a decisão do Supremo for contrária à pretensão de Lula, o STF pode confirmar a inelegibilidade e levar o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a negar o registro de candidatura.

Desde junho, quando entrou com recurso na Segunda Turma da Corte, a defesa de Lula pretende que a Corte julgue somente a concessão de liberdade e tenta evitar que o plenário analise a questão da inelegibilidade para as eleições de outubro deste ano porque o ex-presidente ainda pode ser beneficiado por uma liminar e disputar as eleições caso tenha a candidatura barrada.

No entanto, a inelegibilidade não é automática e a questão somente será analisada pelo TSE a partir do dia 15 de agosto, quando o PT pretende protocolar o pedido de registro da candidatura da Lula à Presidência da República nas eleições de outubro.

Recurso

No dia 22 de junho, Fachin enviou pedido de liberdade do ex-presidente para julgamento pelo plenário, e não na turma, como queria a defesa. Ao justificar o envio, Fachin disse que a questão deve ser tratada pela Corte por passar pela análise do trecho da Lei da Ficha Limpa, que prevê a suspensão da inelegibilidade “sempre que existir plausibilidade da pretensão recursal”.

No entanto, a defesa de Lula recorreu e afirmou que a análise da questão não foi solicitada. “O embargante requereu exclusivamente a suspensão dos efeitos dos acórdãos proferidos pelo Tribunal de Apelação para restabelecer sua liberdade plena. A petição inicial, nesse sentido, é de hialina [límpida] clareza ao requerer o efeito suspensivo para impedir a ‘execução provisória da pena até o julgamento final do caso pelo Supremo Tribunal Federal’”, sustentou a defesa.

Condenação

Lula foi condenado a 12 anos e um mês de prisão pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro no caso do triplex em Guarujá (SP) e teve a pena executada pelo juiz federal Sergio Moro após o fim dos recursos na segunda instância da Justiça, conforme definiu o STF.

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Assuntos justiça, liberdade, Lula, STF
Redação 6 de agosto de 2018
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1 Comment
  • Carlos Xerfan disse:
    7 de agosto de 2018 às 04:53

    O neo-nazismo novo que eu venho indicando a mais de 12 anos, quer o Brasil pra eles explorarem e levarem nas costas os nossos minérios, os nossos bens e financiarem as suas guerras, sobretudo depois que os Russos passaram na frente em tecnologia convencional. Não é atoa que a globo quer destruir o Brasil para o beneficio dos américanos, dos aliados europeus. Tudo o que vêm acontecendo no Brasil é uma répercursão daquilo que se esconde na França, quer dizer, a utilização de uma bomba atomica dentro de uma cidade isso em 2001. Visitem o meu website.- Carlos Xerfan.
    Não é atoa que a papulação brasileira não conhece a minha historia. A Globo conhece e fica surda e muda, defendendo os interesses daqueles que querem dominar o mundo.
    “In limine litis” é o que se deve procurar pra que o Lula seja não somente solto mais branqueado. Anulando assim um julgamento na qual a sua defesa não foi levada em conta. Foi assim que eu consegui anular o meu julgamento pérante o tribunal de Bobigny na França e mais tarde absolvido. Pelo momento nunca indenizado, mais o caso esta rolando perante a Côrte Européia dos direitos humanos de Strasboug na França. O Senhor Lula é o unico chefe de Governo que pode évitar que o Brasil seja roubado mais ainda.

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