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Expressão

Voracidade dos partidos sobre o dinheiro público não tem limites

15 de julho de 2021 Expressão
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Juscelino Filho, deputado federal
O relator da matéria, deputado Juscelino Filho (DEM-MA) disse que o aumento é importante para o exercício da democracia dos partidos (Foto: Pablo Valadares/CD)
EDITORIAL

MANAUS – O Congresso Nacional aprovou a Lei de Diretrizes Orçamentária com uma previsão de R$ 5,7 bilhões para financiar as campanhas eleitorais de presidente da República, governadores, senadores, deputados federais e deputados estaduais em 2022.

Nas eleições de 2018, os recursos destinados ao fundo eleitoral foram de R$ 1,7 bilhão. Um absurdo na época, duramente criticado. Quatro anos depois, o valor mais que triplica.

A aprovação da proposta na Câmara dos Deputados e no Senado demonstra que a voracidade dos políticos e dos partidos no Brasil não obedece a nenhum limite.

É tão absurdo que custa a qualquer cidadão consciente acreditar que esse dinheiro será gasto sem que ninguém intervenha em favor da população brasileira.

Os servidores públicos estão desde o início do ano passado sem reajuste salarial. O trabalhador da iniciativa privada viu sua renda encolher – muitos ficaram desempregados nesses tempos de pandemia – com redução de salário para evitar demissão.

Enquanto isso, a inflação real, que não é medida pelos institutos oficiais, reduziu drasticamente o poder de compra dos trabalhadores. Os produtos de primeira necessidade, como arroz, feijão, farinha, carne, peixe, óleo de soja, tiveram o valor dobrado nos últimos 18 meses.

Os combustíveis, o gás de cozinha, a energia elétrica, tudo aumentou absurdamente nesses meses em que a maior parte da população amargava o desemprego e a fome.

É nesse cenário que deputados federais e senadores aprovam um aumento de 235% no valor do fundo eleitoral; em valores monetários, um aumento de R$ 4 bilhões.

Quase R$ 6 bilhões para os partidos políticos torrarem com as campanhas eleitorais, que todos sabem como são feitas e para que são feitas: para tentar enganar o eleitor.

Lamentável é que esse mesmo eleitor que nada tem ou que tem muito pouco é quem mais paga para que os políticos tenham aviões, barcos, publicitários, cabos eleitorais, material de campanha. Tudo é paga com o dinheiro do contribuinte.

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Assuntos congresso nacional, Eleições 2022, fundo bilionário, Fundo Eleitoral
Valmir Lima 15 de julho de 2021
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