O caso relatado pela publicação envolve a reforma do Porto de Manaus, que deveria ficar pronto para a Copa do Mundo

MANAUS – A revista Veja desta semana traz reportagem sobre um contrato mediado pelo senador Alfredo Nascimento entre o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte (Dnit) e a empresa J. Nasser para a reforma do Porto de Manaus. De acordo com a reportagem, o Tribunal de Contas da União identificou irregularidades, entre eles, superfaturamento de cerca de R$ 9 milhões em um contrato de R$ 79 milhões.
A licitação para a obra, realizada com o Regime Diferenciado de Contratações (que flexibiliza o processo licitatório), teve apenas uma empresa participante, a J. Nasser. Depois das irregularidades apontadas pelo TCU, segundo a revista, o Dnit e a empresa concordaram em reduzir o valor do contrato para R$ 71 milhões.
A revista também destaca o fato de o proprietário da J. Nasser, José Nasser, ser vizinho de porta do senador Alfredo Nascimento, e da empresa que realizou os serviços de elaboração do projeto básico de reforma do porto empregar em seus quadros dois sobrinhos do senador.
A reportagem aborda, ainda, a influência que o senador exerce no comando do Dnit. Ele colocou na superintendência do órgão do Ministério dos Transportes no Amazonas Fábio Porto, que mais tarde assumiu, também, o comando Autoridade Portuária no Porto de Manaus.
A reportagem chama as relações que envolvem a reforma do porto de “Combinação perfeita: a empresa onde trabalha os sobrinhos do ex-ministro faz o projeto, um vizinho de porta toca a obra e um afilhado fiscaliza e cobra a execução do serviço”.
Outro detalhe na reportagem da revista é que a licitação da obra do porto foi feita a toque de caixa sob a justificativa de que seria para atender às necessidades da Copa do Mundo da Fifa, mas com a paralisação dos serviços em função das irregularidades encontradas pelo TCU, dificilmente ela ficará pronta até os jogos do torneio.
A reportagem da Veja está disponível apenas para assinantes da revista e na edição impressa.
