

Da Agência TSE
BRASÍLIA – “É o povo quem produz o show e assina a direção”. O verso icônico de Coisa de Pele, clássico do samba composto por Jorge Aragão, em 1986, ultrapassa as rodas de pagode para protagonizar as Eleições Gerais de 2026, sendo o tema adotado pela Justiça Eleitoral na campanha institucional.
A estratégia busca afastar a sobriedade burocrática e adotar o tom caloroso da brasilidade. As peças retratam a cultura popular, com a meta de fortalecer o sentimento de pertencimento sobre o destino político do Brasil.
“A ideia central é mostrar para toda a sociedade que a democracia não é apenas um conceito abstrato. Quando uma pessoa participa, quando se informa, quando respeita as diferenças e, sobretudo, quando exerce livremente o direito de escolher seus representantes, temos a democracia em movimento, viva e concreta”, disse o presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques.
O foco narrativo e visual desloca-se para o cotidiano do trabalhador, do estudante, do idoso e das periferias. A mensagem central é direta: a política não é feita “pelos outros”; é o eleitor quem comanda a atração principal.
A ideia é reforçar o orgulho democrático pela via dos nossos afetos e da nossa identidade cultural, mostrando que a urna eletrônica e o voto são instrumentos de soberania popular.
Do samba à urna
A letra de Aragão, cujos direitos autorais foram cedidos gratuitamente pelo compositor, funciona como a espinha dorsal de toda a narrativa audiovisual. Cada trecho da música foi correlacionado a eixos fundamentais do processo eleitoral. “Transmitir essa mensagem de maneira cristalina não é fácil, mas é um trabalho que já foi feito por nossos poetas. Assim, buscamos, na música popular brasileira, uma canção que fosse capaz de atravessar gerações e encontramos, na obra de Jorge Aragão, a canção perfeita. Jorge é um dos grandes nomes da música brasileira, amigo de longa data e, quando soube do nosso interesse, prontamente cedeu sua arte para conclamar o povo brasileiro para votar”, salientou o ministro.
Mensagens da campanha
- O exercício pleno das liberdades sob o regime democrático
- A urna eletrônica: segurança, eficiência e orgulho de uma tecnologia 100% nacional
- A inclusão e a representatividade trazidas pelas cotas para negros e indígenas
- A ancestralidade e a memória das lutas históricas contra as opressões
- A máxima constitucional de que todo o poder emana do cidadão
A estética aposta na tendência do Brasilcore, movimento visual que exalta as cores, texturas e expressões cotidianas do país, e imprime uma atmosfera vibrante e emocional nas peças publicitárias. A campanha conta com um filme principal de 60 segundos (com versão reduzida de 30 segundos para plataformas digitais) e 16 spots de rádio, acompanhados de cartazes institucionais.
Paralelamente, a comunicação produziu 15 filmetes informativos, adaptados em ritmo de samba, que detalham os aspectos práticos do pleito ao longo do calendário eleitoral. Um dos destaques da regionalização do material é a tradução dos informativos sobre transporte e diretrizes de votação para as línguas originárias, direcionados especificamente ao eleitorado indígena.
A campanha atende à Resolução nº 22.657/2007 e ao artigo 93 da Lei das Eleições (Lei nº 9.504/97), que preveem difusão em cadeia obrigatória de rádio e televisão, além de presença nas redes digitais, por parte da Justiça Eleitoral.
