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© 2022 Amazonas Atual
Dia a Dia

Suspeito no Caso Bruno e Dom se torna réu por falsidade ideológica

16 de agosto de 2022 Dia a Dia
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Colombia suspeito caso Bruno e Dom
Colômbia foi preso em Tabatinga quando procurou a delegacia para prestar esclarecimentos, mas apresentou documento falso (Foto: Divulgação)
Por Felipe Campinas, da Redação

MANAUS – O pescador “Colômbia”, cujo nome verdadeiro ainda está sendo apurado pela Polícia Federal, se tornou réu por uso de documento falso e falsidade ideológica. No domingo (14), o juiz Fabiano Verli, da Justiça Federal do Amazonas, aceitou a denúncia contra o pescador apresentada pelo MPF (Ministério Público Federal).

O magistrado afirmou que a narrativa do MPF é “coesa e os elementos probatórios são fortes”. “Presentes os indícios de autoria e materialidade, recebo a denúncia”, afirmou o Fabiano Verli.

Colômbia foi preso no dia 7 de julho na delegacia federal do município de Tabatinga, no oeste do estado. Segundo a Polícia Federal, ele compareceu espontaneamente para prestar esclarecimentos a respeito de notícias que atribuíram o nome dele às mortes do jornalista Dom Phillips e do indigenista Bruno Araújo, mas, na ocasião, apresentou documentos falsos de identificação.

No dia seguinte, Fabiano Verli decretou a prisão preventiva do pescador, considerando que ele não havia explicado de forma satisfatória as questões consideradas graves envolvendo o nome e a naturalidade dele, que estão “absolutamente errados” no documento que ele usa. “Não é razoável imaginar alguém usar documentos com nome errado, que não é o seu”, disse o juiz, na ocasião.

Leia mais: Juiz considera ‘enormes dúvidas’ sobre ‘Colômbia’ e decreta prisão preventiva dele

De acordo com a Polícia Federal, inicialmente, o homem apresentou um documento brasileiro emitido em dezembro de 2008 com o nome “Rubens Villar Coelho” e naturalidade de Benjamin Constant, no Amazonas. No entanto, durante o depoimento, ele se contradisse ao afirmar que tinha nascido na Colômbia, o que chamou a atenção dos policiais.

O homem foi questionado pelos investigadores sobre as divergências nas informações prestadas e apresentou um novo documento, dessa vez de origem colombiana, com dados diferentes do primeiro. Conforme a Polícia Federal, o segundo documento tinha o nome de “Ruben Dario da Silva Villar” e naturalidade de Puerto Nariño, município colombiano.

Na denúncia, a qual o ATUAL teve acesso, o MPF aponta como documento falso a cédula de identidade brasileira, emitida pelo Instituto de Identificação do Amazonas. Segundo o MPF, para emitir esse documento, o homem usou uma falsa certidão de nascimento emitida em um cartório de Benjamin Constant em setembro de 2005.

De acordo com o MPF, a emissão dessa certidão teve por base as declarações do próprio pescador e das testemunhas que compareceram ao cartório naquela época, Marcelo Peres Mendes e Raquel Gomes Florentino. Apesar de ter se apresentado como Rubens Villar Coelho, Colômbia assinou na matrícula da certidão como “Rubens Dario da Silva Villar”. Veja os dois documentos.

Documentos apresentados por Colômbia à Polícia Federal (Foto: Reprodução/MPF)

O MPF afirma ainda que o Consulado do Peru em Tabatinga informou haver outro documento emitido em nome de Colômbia, dessa feita atribuindo-lhe uma terceira nacionalidade, de peruano. Conforme a denúncia, o documento está em nome de Ruben Dario da Silva Vilar, que teria nascido Loreto/ Mariscal Ramon Castilla/ Yavari, Peru, de pais peruanos.

Em relatório emitido no dia 21 de julho, a Polícia Federal afirma que “não foi possível à Polícia Federal confirmar o real nome do investigado, nem saber sua verdadeira nacionalidade, se Colombiana ou Peruana posto que, os dois países informam que o investigado é nascido naqueles países, sendo necessário a continuidade da investigação”.

No mesmo relatório, a Polícia Federal concluiu que houve crimes de uso de documento falso e falsidade ideológica e se manifestou pela manutenção da prisão preventiva do homem até que ele seja identificado. “Manifestando-se essa autoridade policial pela manutenção da prisão preventiva até a correta identificação”, afirmou a instituição.

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Assuntos Bruno Pereira, Caso Dom e Bruno, Colômbia, destaque, Dom Phillips, pescador
Felipe Campinas 16 de agosto de 2022
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