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Política

Senadores negociam para tentar dar anistia a Estados

16 de setembro de 2016 Política
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Foto Moreira Mariz Agência Senado
Os governadores ameaçam decretar, na próxima semana, estado de calamidade pública(Foto:Moreira Mariz/Agência Senado)

BRASÍLIA – Senadores da base aliada e da oposição articulam mudanças ao projeto de renegociação das dívidas dos Estados com a União, que já foi aprovado pela Câmara. A intenção é tentar restabelecer contrapartidas para que os governos estaduais consigam anistia temporária para saldar o passivo e, especialmente, beneficiar as regiões Norte e Nordeste, que alegam não ter sido contempladas a contento nas negociações feitas pelo Palácio do Planalto quando o texto foi apreciado pelos deputados.

Até o momento, as discussões do Senado em torno da proposta têm passado ao largo da pressão de governadores, que defendem um novo socorro, no valor total de R$ 14 bilhões – R$ 7 bilhões em dinheiro e a outra metade em aval para novos financiamentos – para atenuar a grave crise por que passam. Os governadores ameaçam decretar, na próxima semana, estado de calamidade pública, medida que permitiria, em tese, acesso de forma mais rápida a ajuda federal.

O texto que passou pela Câmara – que prevê que os Estados deixarão de pagar à União até 2018 R$ 50 bilhões – privilegia principalmente as regiões Sul e Sudeste. Mas, pressionados pelos governos estaduais, senadores do Norte, Nordeste e Centro-Oeste, maioria na Casa, querem alterar a proposta aprovada pelos deputados.

Relator do projeto na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), o senador Armando Monteiro (PTB-PE) defendeu, em entrevista ao Broadcast, sistema de notícias em tempo real da Agência Estado, que os Estados que tenham feito um ajuste nas contas sejam melhor beneficiados na proposta. Para ele, é preciso oferecer um “prêmio” a quem teve uma gestão mais responsável.

Premiação

“O processo de renegociação, do jeito que está, termina premiando Estados que estavam em desajuste maior e não aqueles que tiveram uma trajetória mais responsável da gestão. Senão fica na situação do devedor que nunca é estimulado a ficar adimplente com alguma medida”, disse.

No Palácio do Planalto, a avaliação é de que não deve haver mudanças no acordo feito em junho com os governadores.

Monteiro avalia sugerir o retorno de contrapartidas disciplinadoras dos Estados. O senador afirmou que a proposta foi “um pouco desfigurada” na Câmara. O relator citou que a permissão para conceder aumentos salariais ao funcionalismo público pode ser um “foco de desequilíbrio”. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

(Estadão Conteúdo/ATUAL)

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Assuntos anistia, estados, negociação, Senado
administrador 16 de setembro de 2016
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