
Da Redação
MANAUS – Motoristas e cobradores de ônibus desobedeceram três ordens da Justiça do Trabalho, ignoraram advertência da Prefeitura de Manaus e paralisaram novamente os ônibus do transporte público de passageiros na manhã desta sexta-feira na capital. Dezenas de ônibus foram parados na Avenida Constantino Nery, que dá acesso ao terminal de integração T1. Os passageiros foram obrigados a descer e completar o percurso a pé até a área central.
O tráfego de veículos ficou lento no entorno do terminal, ocasionando um grande congestionamento também nas ruas e avenidas de acesso ao Centro. A greve dos rodoviários foi julgada ilegal pela Justiça do Trabalho, que aumentou de R$ 200 mil para R$ 300 mil a multa por hora parada. Duas ordens judiciais a favor do Sinetram (Sindicato das Empresas do Transporte de Passageiros do Amazonas) impõe multa ao sindicato dos rodoviários. Outra ação, a favor da Prefeitura de Manaus, também penaliza o sindicato dos trabalhadores com multas.
O presidente do STTRM (Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Rodoviários de Manaus), Givanci Oliveira, afirmou que a paralisação permanece por tempo indeterminado. Na manhã desta sexta, 60% da frota está parada, segundo o sindicalista. Nos portões das empresas, policiais militares cumprem ordem judicial para impedir piquetes.
Os rodoviários reivindicam o pagamento de 3,5% de aumento salarial e a garantia das datas-bases de 2017 e 2018. Motorista também reclamam sobre a falta de manutenção dos veículos e falta de segurança.
É o quarto dia de paralisação dos ônibus. No feriado de Corpus Christi, nesta quinta-feira, 31, 100% da frota foi paralisada. Usuários quebraram as janelas de dois ônibus na Avenida Epaminondas, que dá acesso ao Centro Histórico. Ninguém foi preso.
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