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Política

Reforma trabalhista é tabu entre presidenciáveis

18 de setembro de 2014 Política
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reforma trabalhista

SÃO PAULO – Diante das demandas de empresários e sindicalistas, os três principais candidatos à Presidência têm se comprometido a modernizar a legislação trabalhista, embasada na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) de 1943 . No entanto, quando questionados objetivamente sobre as medidas concretas que pretendem adotar, Dilma Rousseff (PT), Marina Silva (PSB) e Aécio Neves (PSDB) se esquivam com respostas evasivas.

Ontem foi a vez de Dilma. Provocada por um empresário em encontro na Associação Comercial e Industrial de Campinas (Acic) a dizer se fará mudanças na legislação trabalhista, a presidente respondeu: “Quando se mudam as relações de trabalho, a legislação tem que mudar. Essas mudanças precisam ser feitas para garantir que todas as alterações sejam absorvidas. Agora, vamos ter clareza disso, (mudar) 13.º, férias e horas extra, nem que a vaca tussa”.

Poucos minutos depois, questionada por jornalistas sobre quais mudanças pretende fazer na legislação, Dilma apenas reafirmou o que não fará e citou um exemplo do ano passado. “Eu não mudo direitos na legislação trabalhista. O que nós podemos fazer é, por exemplo, o caso da lei do menor aprendiz.” Alterada em 2013, a Lei do Jovem Aprendiz permite que adolescentes de 15 anos sejam contratados como estagiários, desde que a empresa custeie um curso profissionalizante.

Embora fale em mudar as regras para acompanhar a evolução do mercado de trabalho, Dilma não revela detalhes de seus planos nem para aliados como a Central Única dos Trabalhadores (CUT). Em julho, a central entregou à presidente um caderno de 56 páginas com reivindicações. Segundo a CUT, Dilma não disse nem sim nem não.

Na véspera, em um encontro com jovens empresários em São Paulo, Marina adotou postura semelhante à de Dilma. Indagada diversas vezes sobre as leis trabalhistas, negou que proponha uma “flexibilização da CLT”, mas disse que vai apresentar propostas para melhorar os direitos dos trabalhadores. “É uma discussão delicada e ainda não está resolvida dentro da nossa aliança. Mas vamos fazer uma atualização dessas leis, preservando tanto a segurança do empregadores como dos trabalhadores”, justificou a candidata do PSB. Em seu programa de governo, Marina defende “disciplinar a terceirização de atividades com regras que a viabilizem”, sem mais detalhes.

No início da campanha deste ano, Aécio também chegou a sinalizar em encontros com empresários que estaria disposto a flexibilizar a CLT para alguns setores específicos, como o de turismo. Pressionado pela Força Sindical, que apoia sua candidatura, acabou recuando.

(Estadão Conteúdo/ATUAL)

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Assuntos CLT, propostas, Reforma Trabalhista
Valmir Lima 18 de setembro de 2014
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