
Do ATUAL
MANAUS — Só escritores que vivem no Amazonas poderão participar do prêmio literário Cidade de Manaus, que reconhece obras inéditas em dez categorias, cada uma delas com premiação de R$ 8 mil. A mudança consta em projeto de lei enviado pelo prefeito de Manaus, David Almeida (Avante), nesta quinta-feira (25), à Câmara Municipal.
Atualmente, o concurso é aberto a escritores de todo o Brasil, o que, segundo a prefeitura, “acaba por dificultar a valorização de autores e autoras do Estado do Amazonas”.
“A alteração para abrangência estadual visa garantir que os recursos públicos municipais cumpram sua finalidade prioritária: o estímulo e a consolidação da literatura produzida no Amazonas, ampliando o reconhecimento dos escritores locais e fortalecendo a identidade cultural regional”, diz o prefeito na justificativa do projeto.
Na 13ª edição, realizada no ano passado, 133 participantes eram do Amazonas, 120 de São Paulo, 58 do Rio de Janeiro e 55 de Minas Gerais.
Naquela edição, a categoria Mário Ypiranga Monteiro, destinada ao melhor livro de ensaio sobre tradições populares, não teve vencedor, pois só três obras foram inscritas. A legislação atual prevê que, em cada uma das categorias, somente haverá premiação se houver, pelo menos, sete trabalhos aptos à concorrência.
No projeto enviado aos vereadores, David propõe mudança para eliminar essa exigência de número mínimo de trabalhos. Ele sugere que cada categoria poderá ter uma única obra inscrita e, se considerada apta diante dos critérios avaliativos da comissão julgadora do edital, será considerada válida a ser contemplada com o prêmio.
“A flexibilização evita a exclusão de autores em áreas menos concorridas, democratizando o acesso aos prêmios e incentivando a diversidade de gêneros literários, reforçando a credibilidade do certame e cumprindo efetivamente a função da lei como instrumento de incentivo à criação literária”, diz .
O prêmio literário Cidade de Manaus é organizado pelo Concultura (Conselho Municipal de Cultura).
