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Dia a Dia

‘Fogo cruzado’: professor tem que ensinar e também identificar ameaça

23 de maio de 2026 Dia a Dia
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Com casos crescentes de violência nas escolas, professor assume também a função de apaziguador (Imagem ilustrativa gerfativa por IA/Google)
Com casos crescentes de violência nas escolas, professor assume também a função de apaziguador (Imagem ilustrativa gerfativa por IA/Google)
Por Marcelo Moreira, especial para o ATUAL

MANAUS – As aulas no Instituto São José, em Rio Branco, foram retomadas na segunda-feira (18) após um ataque que resultou na morte de duas inspetoras e deixou uma outra servidora e uma estudante de 11 anos feridas.

O ataque ocorreu no dia 5 de maio e o principal suspeito é um adolescente de 13 anos, que, de acordo com as investigações, usou a arma do padrasto. A SEE (Secretaria de Educação do Acre) informou ao ATUAL que mobilizou o Observatório de Segurança Escolar e que o Ministério da Educação enviou especialistas ao estado para prestar suporte técnico à escola.

A secretaria também informou que uma funcionária e uma estudante de 11 anos feridas durante o atentado receberam atendimento médico imediato e se recuperam em casa. A Polícia Civil investiga o caso. 

“O Governo do Acre não trata o episódio como um fato desconectado da necessidade permanente de fortalecimento da segurança no ambiente escolar. Os profissionais da educação vêm recebendo acompanhamento técnico e formações específicas voltadas ao cuidado emocional, mediação de crises e estratégias de inclusão e atenção educacional especializada no contexto pós-trauma”, disse o secretário de Educação do Acre, Reginaldo Prates. 

O caso entra para uma estatística crescente no país, que registrou 13 mil ocorrências de violência física ou ameaça em escolas em 2023, apontando aumento de 250% em relação a 2013, segundo os dados mais recentes divulgados pela Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo). 

Escolas terão que manter redução no valor da mensalidade (Foto: Gustavo Gargioni/Fotos Públicas)
Sala de aula tem se tornado espaço de observação dos alunos e não apenas de ensino (Foto: Gustavo Gargioni/Fotos Públicas)

Em Rondônia, a Polícia Militar foi acionada na tarde do dia 15 de maio, sexta-feira, para conter o desentendimento entre alunos da Escola Estadual Carmela Dutra, em Porto Velho, durante um campeonato esportivo. No Amazonas, um conflito entre estudantes em uma escola estadual de Manaus terminou com uma facada no pescoço em um dos jovens, em maio de 2025. No mesmo período, um professor foi agredido a pauladas em uma escola estadual de Envira (a 1.206 quilômetros de Manaus) após pedir que uma aluna guardasse o celular. 

“Fogo cruzado”

Estudantes e servidores estão no centro da violência. Em 10 anos trabalhando em salas de aula, a professora de Matemática, Gracy Hellen*, da rede estadual de Parintins (distante 381 quilômetros de Manaus), conta que presenciou situações violentas envolvendo estudantes e professores e que, ao tentar separar uma briga, foi ferida. 

“Em todas os casos, principalmente os que ocorreram nas turmas onde eu estava ministrando aula, minha atitude sempre foi de tentar impor alguma autoridade para que a briga cessasse. Quando o ‘grito’ não dava certo, o jeito era tentar separar. Já saí arranhada de uma ou duas brigas. Depois, sempre encaminhamos para a gestão tomar as providências”, conta Gracy. 

Para além do ensino-aprendizagem

“Nos tornamos professores, psicólogos e investigadores ao mesmo tempo. Sempre fico de olho naqueles alunos que já têm algum tipo de histórico de violência, mas a verdade é que estamos de mãos atadas. Não tem como prever nada. Já tivemos casos de nos opormos a receber um aluno que tinha levado uma arma e ameaçado uma professora em outra escola, mas não conseguimos fazer nada”, disse Gracy. 

A professora da rede estadual de Roraima, Patrícia Nunes, que atua há 26 anos na educação básica, percebe que a violência no ambiente escolar aumenta a demanda para o professor e cita a falta de assistência na prática. Ela conta que o profissional da educação adquiriu responsabilidades para além de ensinar os conteúdos programáticos: identificar situações de risco na escola, quando um aluno estiver enfrentando abusos ou quando estiver armado, próximo de cometer um ato violento. 

“Devemos pontuar o que observamos em relatórios. É a forma de estender o problema para outros setores, em busca de ajuda, como a orientação educacional. Dessa forma, o responsável [pelo estudante] chega até a instituição e pode ajudar a sanar o problema, ou buscar outras ajudas: psicólogos, psiquiatras etc. Muitos professores estão sequelados, adoecidos por falta de apoio”, disse Patrícia. 

Um estudo da Ufam (Universidade Federal do Amazonas) ouviu 25 professores de diferentes níveis de ensino e identificou que, para muitos deles, as violências física e psicológica no ambiente de aprendizagem geraram adoecimento ocupacional e, em casos extremos, abandono da carreira.

Na pesquisa, os professores relatam dificuldades para abordar assuntos relacionados à diversidade étnica e racial no ambiente escolar e lidar com ofensas e falta de compreensão dos pais. “Os pais chegam para gente: ‘olha, a culpa é sua, porque o meu filho é maravilhoso, porque o meu filho sempre estudou, sempre teve um boletim nota dez’. Então, a culpa é sua que você não tá dando conta, né? Ou então você não tá ensinando conteúdo que deveria ser ensinado, né?”, diz um trecho da fala de um dos professores ouvidos pela pesquisa ao relatar o que escuta de pais ou demais responsáveis por alunos. 

Outro estudo, da UFF (Universidade Federal Fluminense) em 2025, revelou que 61% dos professores da educação básica disseram ter sido vítimas diretas de algum tipo de violência em sala de aula.

Professor Daniel Almeida: boa convivência e eambiente de harmonia com alunos (Foto: Acervo pessoal)
Professor Daniel Almeida: boa convivência e eambiente de harmonia com alunos (Foto: Acervo pessoal)

Além da demanda educacional, aumenta a apreensão. Como estratégia, o professor da rede pública de Manaus, Daniel Almeida, diz que busca manter a escuta ativa e a convivência saudável com os alunos. 

“Ao longo de meus mais de 10 anos na educação pública, percebo mudanças no comportamento dos estudantes, incluindo manifestações mais intensas de agressividade em alguns casos. As agressões na escola naturalmente geram medo e preocupação, pois o ambiente de aprendizagem deve ser um espaço de proteção. Contudo, procuro desenvolver em sala de aula a cultura da paz, incentivando o diálogo, a solidariedade e a resolução pacífica dos conflitos”, disse Daniel.

Não são fatos isolados

Doutora em Educação, Flávia Vivaldi estuda as relações interpessoais no ambiente escolar e explica que não existe causa única para ataques em escolas, mas que eles costumam ser precedidos por processos de sofrimento, isolamento, experiências de humilhação, conflitos persistentes e exposição a conteúdos violentos. 

A especialista afirma que muitos professores relatam não ter nem formação específica, nem protocolos claros para lidar com ameaças ou situações de risco elevado e elenca algumas medidas para reduzir as chances de conflitos, como construir ambientes de pertencimento e proteção, identificar riscos, atuar sobre o ambiente digital e criar protocolos de crise e pós-crise. 

“O primeiro erro é tratar episódios extremos como fatos isolados ou inevitáveis. Em geral, eles são precedidos por sinais e por uma cadeia de eventos não interrompida: conflitos persistentes, práticas de humilhação, bullying, discursos de ódio, sofrimento emocional, experiências de fracasso ou exclusão, consumo intenso de conteúdos violentos e ausência de adultos capazes de perceber e agir”, disse Flávia.

“A prevenção à violência extrema exige corresponsabilidade entre professores, gestores escolares, secretarias de educação, famílias, saúde mental e assistência social, segurança pública, sociedade e plataformas digitais”, complementou. 

Escola em que bomba caseira explodiu: alunos tiveram ferimentos sem gravidade (Imagem: TV Globo/YouTube)
Escola no Rio em que bomba caseira explodiu: alunos tiveram ferimentos sem gravidade (Imagem: TV Globo/YouTube)

Em relação aos impactos no futuro de crianças e adolescentes, o psicólogo Fabrício Albuquerque explica as consequências. “Quando a violência aparece nesse cenário, a criança aprende que conviver é um risco. Boa parte dos adultos com transtornos de ansiedade social, fobia de exposição pública, dificuldade em sustentar relações afetivas e em integrar grupos de trabalho carrega na história escolar episódios de violência não elaborados. o adulto que essa criança será vai operar com um repertório encolhido. Vai evitar situações de exposição, vai ler hostilidade onde não há, vai ter dificuldade em pedir ajuda”, disse Fabrício.

*Gracy Hellen é o nome fictício para preservar a identidade da entrevistada.

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Assuntos ensino público, Estudantes, magistério, manchete, professor, violência na escola
Cleber Oliveira 23 de maio de 2026
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