
MANAUS – O prefeito de Manaus Arthur Virgílio Neto (PSDB) mandou fechar todos os acessos à Praça Dom Pedro II, conhecida popularmente como Praça da Prefeitura, no Centro Histórico de Manaus, para impedir o acesso de pessoas a um ato público organizado por movimentos sociais e partidos políticos contra o aumento da tarifa de ônibus. O reajuste de 9% foi decretado pelo prefeito na sexta-feira e o novo preço (R$ 3,00) passou a valer neste domingo, 18.
Os movimentos contrários ao aumento da tarifa marcaram um ato público para esta segunda-feira, em frente ao Palácio Rio Branco, onde o prefeito costuma cumprir agendas oficiais. Por conta da chuva, segundo os organizadores, compareceram cerca de 150 pessoas, que se reuniram no coreto da praça. De acordo com Yann Evanovick, presidente da União da Juventude Socialista (UJS), o braço jovem do PCdoB, depois que os manifestantes se reuniram na praça, homens e mulheres da Guarda Municipal chegaram com um caminhão carregado de grades e fecharam todos os acessos tanto de carros quanto de pedestres. “Eles impediam a entrada de qualquer pessoa na praça. Só podia sair. Foi uma ação desnecessária, porque estávamos realizando um ato pacífico”, disse Yann.
Agenda de mobilização
No início da noite, os manifestantes haviam decidido acampar na praça, mas depois reavaliaram. Em reunião realizada no próprio local, eles definiram uma agenda de atividades para esta semana, que vai encerrar na sexta-fera, 23, com a realização de uma passeata. A concentração será às 16h, na Largo São Sebastião e de lá vão sair em “marchar” até o Palácio Rio Branco.
Na terça-feira, os estudantes vão fazer panfletagem em locais públicos, como terminais de ônibus, convocando para o ato de sexta-feira. Na quarta, a mobilização será na Universidade Federal do Amazonas, a única instituição de ensino com atividades nesses período. Na quinta-feira, o movimento promete ir ao Ministério Público Estadual entregar uma representação pedindo que seja ajuizada uma ação civil pública para suspender o reajuste da tarifa.

