
Por Felipe Campinas, do ATUAL
MANAUS – O Consórcio Amazônia, responsável pelo Zona Azul, é o único que detém o direito de explorar o serviço de estacionamento em vias públicas da capital e não há razão para ter a cobrança na área do CSU (Centro Social Urbano) do Parque Dez, em Manaus, afirma o vice-presidente do IMMU (Instituto Municipal de Mobilidade Urbana), Edson Leda Júnior.
No domingo (18), parte da mureta do parque foi demolida para que uma área interna fosse usada como estacionamento rotativo. No mesmo dia, agentes de trânsito solicitaram a suspensão da cobrança no local por se tratar de uma área pública. E na segunda-feira (19), a prefeitura reconstruiu o muro e anunciou que apura os responsáveis pela demolição.
Leda Júnior disse que não vê motivos para a cobrança de estacionamento rotativo no local, que gira em torno de R$ 20. “A única empresa aqui em Manaus que tem o direito de concessão do uso do espaço público para estacionamento rotativo é o Zona Azul e lá dentro não funciona o Zona Azul. Então, não tem por que ter a cobrança”, afirmou o vice-presidente do IMMU.
Leda Júnior orienta a população sobre a cobrança indevida do local. “O que as pessoas podem fazer é acionar a polícia porque. Quando a pessoa chega numa via pública onde não há regulamentação de estacionamento rotativo e ela começa a cobrar pelo espaço público, eu acho que ela está cometendo pelo menos uma contravenção”, afirmou o vice-presidente do IMMU.

De acordo com o Leda Júnior, o IMMU fez “o que estava dentro das possibilidades” do órgão. “Algumas pessoas dizem: ‘ah, porque os agentes de trânsito não fizeram nada. Tinha que bloquear’. Nós não somos os responsáveis por bloquear aquilo ali. Quem deveria ter bloqueado era a administração do parque CSU e eles não fizeram”, disse o vice-presidente.
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