

Do ATUAL
MANAUS — Medidas de contenção de custeio, revisão da estrutura de cargos comissionados e fortalecimento dos investimentos no interior do estado estão entre as propostas apresentadas pelo senador Omar Aziz (PSD) em seu plano de governo como candidato a governador do Amazonas.
O documento enviado ao TRE-AM (Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas) e disponibilizado no portal das Eleições 2026 tem 32 páginas e representa apenas uma parte do Plano Estratégico de Desenvolvimento elaborado pelo candidato, dividido em três segmentos.
Na versão encaminhada à Justiça Eleitoral, Omar apresenta um panorama da situação fiscal do estado, com dados sobre a evolução da receita, das despesas e da dívida decorrente de empréstimos, que passou de R$ 716 milhões em 2015 para R$ 2,4 bilhões em 2025.
Segundo o candidato, o estado se tornou dependente de operações de crédito para custear despesas e financiar investimentos, e esse nível de endividamento terá impacto sobre as contas públicas nos próximos anos.
O plano também aponta o crescimento das despesas com sentenças judiciais no Amazonas, que saltaram de R$ 15 milhões em 2010 para R$ 426 milhões em 2025. Para Omar, esse aumento é consequência de falhas em decisões administrativas que resultaram em litígios e, posteriormente, em sucessivas condenações judiciais.
Diante desse cenário, o candidato defende a revisão dos gastos públicos, a redução da dependência de novos empréstimos e a concentração dos investimentos em áreas prioritárias.
“A revisão do custeio da máquina administrativa é a principal fonte para gerar espaço fiscal, sem necessidade de recorrer a novos empréstimos ou aumentar a carga tributária”, diz o plano de governo.
Em outro trecho, o documento afirma que os recursos economizados deverão ser direcionados para obras e serviços estratégicos nas regiões interioranas.
“Direcionar os recursos poupados para áreas como infraestrutura viária, transporte fluvial, energia e conectividade nas regiões interioranas será determinante para dinamizar cadeias produtivas locais, estimular o turismo regional e ampliar o acesso a serviços públicos essenciais”, diz o plano.
De acordo com Omar, a capacidade de investimento do Amazonas foi “totalmente depreciada”, caindo de mais de 13% em 2010 para 2,12% em 2024. Segundo o documento, isso significa que o governo deixou de realizar investimentos majoritariamente com recursos próprios e passou a depender de operações de crédito.
O plano também afirma que o Amazonas registrou o maior gasto per capita em cultura e liderou, em valores absolutos, as despesas com comunicação entre os estados. O candidato promete rever esse cenário.
“Em vez de concentrar despesas em contratos voltados para festas e eventos, mostra-se mais estratégico direcionar parte significativa desses recursos para iniciativas de economia criativa”, afirma o plano de governo.
