
Por Rayssa Motta, do Estadão Conteúdo
BRASÍLIA – A PGR (Procuradoria-Geral da República) pediu nesta terça-feira (3) ao STF (Supremo Tribunal Federal) a prisão preventiva da deputada Carla Zambelli (PL-SP).
A representação foi enviada ao gabinete do ministro Alexandre de Moraes. O documento é físico e está em sigilo.
A deputada responde a dois processos no STF. Em um deles, foi condenada a 10 anos de prisão, em regime inicial fechado, e à perda do mandato pela invasão aos sistemas do CNJ (Conselho Nacional de Justiça). Em outro, responde por perseguir um homem com uma pistola na véspera do segundo turno das eleições de 2022.
Mais cedo, Carla Zambelli informou que está fora do Brasil e que vai se licenciar do mandato para denunciar o STF junto à comunidade internacional, assim como fez o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP).
O advogado Daniel Bialski deixou a defesa da deputada após a informação vir a público. Ele afirmou que abandonou o caso por “motivo de foro íntimo”.
“Eu fui apenas comunicado pela deputada que estaria fora do Brasil para dar continuidade a um tratamento de saúde. Todavia, por motivo de foro íntimo, estou deixando a defesa da deputada, como já lhe comuniquei”, informou em nota o advogado.
Passaporte
Carla Zambelli (PL-SP), que afirmou ter deixado o país após ser condenada pelo STF, teve seu passaporte apreendido por ordem da Corte em agosto de 2023. Dias depois, o ministro Alexandre de Moraes revogou a apreensão e devolveu o documento a Zambelli.
Em 2 de agosto de 2023, Zambelli foi alvo da Polícia Federal (PF) em uma investigação pela invasão aos sistemas do CNJ. Um dia antes das diligências da PF, Moraes havia autorizado a apreensão de dispositivos eletrônicos e do passaporte da deputada.
As medidas cautelares foram contestadas pela defesa de Zambelli e, dias depois da retenção do passaporte, o documento foi devolvido.
