
MANAUS – A greve dos bancários, confirmada para ser deflagrada no próximo dia 6, em todo o País, afetará, no Amazonas, principalmente a capital, Manaus, que concentra 69,4% dos profissionais desta categoria, ou, 2,5 mil dos 3,6 mil que atuam no Estado. Segundo o Sindicato dos Bancários, pelo menos 35% dos trabalhadores das 194 agências situadas no AM deverão aderir ao movimento no primeiro momento.
A paralisação por tempo indeterminado é uma resposta à contraproposta da Fenaban (Federação Nacional dos Bancos) de reajuste salarial de 5,5%; a categoria pede cerca de 15%, entre aumento real e reposição da inflação, segundo o presidente do Sindicato da categoria no Estado, Nindberg Barbosa dos Santos.
Segundo o sindicalista, a decisão de paralisar as atividades foi unânime durante assembleia realizada na noite desta quinta-feira, 1°. A adesão se dará de forma espontânea. “Em princípio, as atividades ficam paralisadas nas agências que aderirem ao movimento. A única atividade que, por lei, deve ser mantida, é a compensação e, no caso dos bancos, como ela é eletrônica atualmente, não há necessidade de se manter empregado por causa da exigência legal”, explicou.
As negociações para o reajuste acontecem desde o início de agosto, considerando a data-base da categoria, marcada para setembro. A proposta da Fenaban, que incluiu um abono de R$ 2,5 mil, foi apresentada no último dia 25, em São Paulo, durante uma reunião com representantes de todas as unidades da federação.
Os bancários, que atuam nos bancos Itaú, Bradesco, Santander e HSBC na lista dos privados, e Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil, na dos públicos – este último como representante direto do Banco da Amazônia (Basa) -, pediram 9.88% de aumento nos vencimentos mais 5% de reposição da inflação do acumulado dos últimos 12 meses, com base no INPC (Índice Nacional de Preço ao Consumidor). Atualmente, os salários totalizam R$ 1.694, mas que podem chegar a R$ 1.900 caso as reivindicações sejam atendidas.
No ano passado, os bancários também cruzaram os braços, durante quase um mês, reivindicando reajuste salarial. À época, o comando nacional de greve decidiu pela suspensão do movimento e retorno das atividades após a Fenaban oferecer um reajuste de 8,5%, com 2,02% de ganho acima da inflação.
